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Número 85 - Agosto 2004


ASIA

 

DESMATAMENTO "FOR EXPORT"

- Bangladesh: a floresta de Modhupur transformada em plantações de banana, mamão e abacaxi

Eu fazia parte de uma equipe de filmagem de sete pessoas que estava no dia 4 de junho na floresta de Modhupur para fazer um documentário sobre a destruição da floresta com especial atenção nos efeitos das plantações –principalmente comerciais e industriais- sobre as terras de florestas públicas. Atualmente a floresta Modhupur está totalmente saqueada.

Estávamos em nossa terceira e final rodada de filmagem em Modhupur e focalizamos nossas últimas tomadas em um lugar descoberto repentinamente onde a vegetação verde tinha sido cortada totalmente. O lugar é muito perto de Lohoria Beat entre Rasulpur e Dokhola Ranges.

Detivemo-nos num lugar que tem um muro de concreto que abria caminho entre os remanescentes de floresta de sal (Shorea robusta). O muro fazia parte do plano do Departamento Florestal para construir muros de concreto de 60.000 pés para proteger aproximadamente 3.000 acres de floresta dentro do Parque Nacional Modhupur de aproximadamente 21.000 acres.

Enquanto nossa equipe estava concentrada na filmagem do muro e dos remanescentes das florestas ainda com inumeráveis plantas medicinais, eu segui um caminho estreito para o norte desde a calçada que corta a floresta desde Rasulpur Range para Dokhola Range. Uma grande área (talvez de mais de cem acres) tinha sido cortada recentemente. Na realidade, em cada canto da área vimos pessoas cortando a vegetação verde.

Fizemos filmagens da destruição. Havia milhares de tocos, que ainda deviam ser desenterrados. Num canto, uma lume tinha sido acendida. Esse fogo (com gasolina como disseram) era aplicado para aniquilar rapidamente a floresta como ficou evidente com os muitos tocos chamuscados. No horizonte, além dos lugares recentemente cortados, pudemos ver colunas de plantações de banana.

Chamamos a dois jovens que estavam em pé a uma distância desde onde podiam ouvi-nos. Vieram devagar até onde nós estávamos. Um deles tinha um dao (uma faca longa parecida ao machete) na sua mano, e o escondia. Depois de confirmar que não tínhamos armas, ele mostrou o dao. Os dois jovens nos disseram que eram trabalhadores pagados para cortar a floresta. Como centenas de outros lugares, essa grande área será plantada com banana em breve.

Ao cortar a florestas, alguns Garos (membros de tribos) e trabalhadores bengalis são vistos na linha da frente. Atrás deles há alguns mandachuvas que, imediatamente depois de cortar a selva, convertem as terras de florestas em plantações de banana e mamão. Às vezes, algumas poucas árvores são plantadas em plantações de banana, mamão e abacaxi, para descrevé-las como “florestamento social”.

Isso é incrível. Tenho estado visitando regularmente a floresta Modhupur durante a última década e meia. Mas a destruição que tenho presenciado nos últimos dois/três anos é incomparável. Essa destruição fenomenal é causada pela usurpação ilegal com o fim de plantar banana, mamão e abacaxi, o que fornece benefícios às pessoas ricas e influidoras da localidade.

Durante a filmagem visitamos numerosos lugares em Amlitola, Tiler Tal, Gachhabari, Kamarchala, Sadhupara, Joynagachha, Beduria, Gaira, etc. Em todos os lugares os moradores locais nos mostraram grandes lotes de banana, mamão e abacaxi de propriedade dos presidentes locais do Conselho da União, membros, pessoas influidoras na política e uns poucos Garos. Todas essas plantações são ilegais nas terras de florestas públicas.

Em vilas Garo remotas (já não no sentido real) temos achado que muitos Garos têm dado suas terras principalmente aos cultivadores de banana por um aluguel estacional que chamam de Medi. A plantação de banana faz um uso intensivo do capital. Isso dá aos estrangeiros, que vêm com dinheiro, um conforto. Eles são hóspedes nas vilas remotas onde podem facilmente explotar a hospitalidade dos Garos e voltar com grandes margens de lucros num curto período de tempo.

O que nos surpreendeu desde que começamos a filmagem no ano passado é que lotes trás lotes de bosquetes de sal tinham sido cortados e transformados em plantações de banana, mamão e abacaxi. Em 4 de junho filmamos um campo de banana (aproximadamente 15 acres) em Tiler Tal no extremo norte da floresta Modhupur que estava coberto com bosquetes de sal até há uns poucos meses. Sabe-se que este lote é propriedade de um presidente local de uma Freguesia da União. Também achamos meia dúzia de trabalhadores cortando os últimos pedaços de pequenos bosquetes e arbustos com pá em outro lugar perto deste campo de banana. O boato é “Isso é florestamento social e proteção de bosquetes de sal”. Isso tem acontecido em todos lados em toda a floresta de sal de Modhupur de aproximadamente 62.000 acres (que fica nos distritos de Tangail e Mymensingh). A menos que algo mude, o fim da antigamente ímpar floresta de sal de Modhupur é iminente.

Extraído de “Modhupur Forest. Demise Is Imminent”, Philip Gain, junho de 2004, enviado pelo autor, e-mail: sehd@citechco.net


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- China: loucura geneticamente modificada

Há dois anos, a Administração Florestal Governamental da China aprovou a plantação comercial de álamos geneticamente modificados. Agora têm sido plantados bem mais de um milhão de álamos geneticamente modificados resistentes aos insetos.

Também há dois anos, a China lançou o maior projeto de plantação de árvores do mundo. Para o ano 2012 o governo visa a cobrir uma área de 44 milhões de hectares com árvores.

Décadas de desmatamento têm deixado a China enfrentando sérios problemas ambientais, incluindo secas e terríveis enchentes. As tempestades de areia do Deserto de Gobi freqüentemente deixam o ar de Beijing marrom amarelento reduzindo a visibilidade para uns poucos metros. O deserto se está aproximando implacavelmente à capital da China.

Apesar de que o governo descreve sua plantação de árvores como reflorestamento, a maioria da área plantada será de plantações de monoculturas de árvores, incluindo plantações de árvores geneticamente modificadas.

"O primeiro passo é cultivar plantações utilizando espécies de crescimento rápido, como os álamos e os lariços”, escreveu Wang Lida, Han Yifan e Hu Jianjun da Academia Florestal Chinesa no recentemente publicado livro ("Molecular Genetics and Breeding of Forest Trees" editado por Sandeep Kumar e Matthias Fladung).

No entanto, o dano causado pelos insetos às plantações na China é um problema sério. Em vez de sugerir a plantação de uma mistura de árvores que poderiam ser menos suscetíveis aos danos causados pelos insetos, os três cientistas florestais chineses sugeriram um ajuste técnico das árvores geneticamente modificadas. “As pesquisas recentes sobre o cultivo de árvores resistentes aos insetos parecem prometedoras,” escreveram.

Huoran Wang é um professor de pesquisa na Academia Chinesa Florestal em Beijing e é o representante da China no Painel de Especialistas sobre Recursos Genéticos Florestais da FAO. No ano passado, Wang disse ao Painel da FAO que um milhão de árvores de Populus nigra (choupo-preto) geneticamente modificadas resistentes aos insetos tinham sido plantadas na China. Também têm sido plantadas 400.000 árvores híbridas de álamo geneticamente modificadas, acrescentou Wang.

A regulamentação dos organismos geneticamente modificados na China está estabelecida na Lei de Biosegurança para Organismos Geneticamente Modificados na Agricultura, adotada pelo Conselho de Estado em maio de 2001. Antes de que possam plantar-se árvores geneticamente modificadas, um painel de especialistas organizado pela Administração Florestal Governamental deve realizar uma avaliação técnica. O Comitê Nacional para a Biosegurança dos Organismos Geneticamente Modificados na Agricultura baseia sua decisão de aprovar as árvores geneticamente modificadas a serem liberadas, no relatório do painel.

No entanto, a China não tem regulamentações que especificamente abranjam as árvores geneticamente modificadas. As “Regulamentações especiais estão na bica”, de acordo com Huoran Wang.

Os cientistas florestais da Academia Florestal Chinesa começaram a pesquisa sobre os álamos geneticamente modificados no final da década de 80. Desde 1990 até 1995, eles receberam a ajuda de um projeto dirigido pela FAO que fornecia capacitação, transferência de tecnologia e suporte de laboratório. O projeto de USD 1,8 milhões foi financiado pelo Projeto de Desenvolvimento das Nações Unidas.

Durante mais de dez anos, o Centro Federal de Pesquisa Florestal e de Produtos Florestais em Waldsieversdorf, Alemanha, tem mantido estreito contato com os cientistas florestais chineses que trabalham nas árvores geneticamente modificadas. Hu Jianjun da Academia Florestal Chinesa está atualmente no Centro de Pesquisa em Waldsieversdorf.

Em maio de 2004, Dietrich Ewald, um cientista florestal sediado em Waldsieversdorf, viajou à China para visitar algumas das plantações de árvores geneticamente modificadas. Uma de suas visitas foi a Huairou, uma cidade a aproximadamente 60 quilômetros ao norte de Beijing. As fotografias de Ewald das 33 hectares de plantações de álamos geneticamente modificados em Huairou mostram filheira trás filheira de álamos geneticamente modificados.

Ewald rotulou duas de suas fotografias “falta de vegetação no solo”. Ele tem razão. Não cresce nada com exceção das árvores. O solo parece compacto, seco e maninho. É difícil imaginar um exemplo mais extremo para ilustrar a diferença entre as plantações e as florestas.

Uma outra das fotografias de Ewald mostra um punhado de sementes dos álamos geneticamente modificados. “Não há qualquer possibilidade de expansão destas sementes, por causa da seca, da pastagem (ovelhas) bem como da agricultura adjacente”, diz o comentário de Ewald na fotografia.

Huoran Wang parece não estar de acordo com isso. “Os álamos são plantados amplamente na China do norte e portanto a dispersão do pólen e das sementes não pode ser evitada,” disse Wang em sua apresentação na reunião da FAO no ano passado. As tentativas para evitar a poluição genética, mantendo “distâncias de isolamento” entre álamos geneticamente modificados e os álamos não modificados geneticamente é “quase impossível”, acrescentou Wang.

Os cientistas florestais chineses, com cumplicidade internacional, estão estabelecendo um experimento descontrolado e irreversível. Ninguém sabe a área exata plantada com árvores geneticamente modificadas na China. “É muito difícil rastejá-las”, comentou Wang. Os álamos podem propagar-se muito facilmente e as árvores geneticamente modificadas são deslocadas de um viveiro para outro. Um álamo geneticamente modificado é bem parecido a qualquer outro álamo.

Não há nem sequer um sistema para monitorizar as plantações de árvores geneticamente modificadas que têm sido plantadas até agora. Wang sugere estabelecer um sistema “para monitorizar a situação das plantações geneticamente modificadas” e seu impacto nos ecossistemas circundantes. Uma melhor sugestão seria deter este experimento pouco científico e perigoso já.

Por: Chris Lang, e-mail: chrislang@t-online.de

Assine a petição de proibição das árvores geneticamente modificadas: http://www.elonmerkki.net/dyn/appeal
As fotografias de Dietrich Ewald de árvores geneticamente modificadas na China
http://www.bfh-waldsieversdorf.de/DRChina2004.htm


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- Indonésia: transformando a floresta em plantações de dendezeiros

Entre 1990 e 2002 a área global plantada com dendezeiros aumentou 43%. A maior parte deste crescimento ocorreu na Indonésia e na Malásia. Na Indonésia, entre 1990-2000 a área total plantada com dendezeiros quase se triplicou de 1,1 a 3 milhões de hectares. Em 2002, superando a crise financeira de 1997-1999, a área total plantada com dendezeiros maduros tinha atingido os 3,5 milhões de hectares. Levando em consideração as recentes taxas de plantação, a área total de plantações de dendezeiros na Indonésia aumentará para 11,2 milhões de hectares em 2020.

A área total destinada para dendezeiros constitui um objetivo de expansão em lugar de um limite à expansão (no início da década de 90 estabeleceu-se um objetivo similar de 5,5 milhões de hectares que caiu e foi substituído por 9,13 milhões de hectares). É muito provável que o governo indonésio, seja em nível nacional o local, diga sim ao interesse massivo do setor privado para envolver-se no negócio dos dendezeiros bem como às ambições dos governos locais que, junto com as políticas de descentralização receberam poderes de decisão sobre o uso da terra em 2001.

O hábitat original na maior parte das áreas apropriadas para os dendezeiros é o de florestas tropicais sempre verdes de planícies. De acordo com as últimas revisões de terras de florestas permanentes, não publicadas oficialmente, a área de terras de florestas conversível tem aumentado de 8 milhões de hectares em 2000 a 14 milhões em 2002. O Indonesian Oil Palm Research Institute – IOPRI (Instituto de Pesquisa dos Dendezeiros) estima que 3% de todas as plantações de dendezeiros se estabelecem em florestas primarias e 63% em florestas secundárias e matos. Portanto, de acordo com dados da indústria, 66% de todas as plantações de dendezeiros atualmente produtivas envolvem conversão de florestas.

No entanto, as atuais taxas de plantação na Indonésia ficam bem atrás das alocações feitas pelo governo. Dos 7,2 milhões de hectares liberados na década de 90, apenas 530.000 hectares (7,5%) foram realmente plantadas em 2002. Isso deve-se em parte à crise monetária de 1997-2002, durante a qual poucas companhias puderam obter créditos para começar seus programas de plantação. Um outro fator é que muitas companhias de “dendezeiros” estão interessadas na madeira das árvores em vez de em implementar seus projetos de plantação. Aproximadamente 70-80% dos novos projetos de dendezeiros são alocados em florestas em produção com um importante estoque florestal que fornece um benefício prévio sob a forma de produto da venda da madeira das árvores. Depois de levar-se a madeira das árvores, muitas companhias abandonam o projeto. Na província de Jambi, aproximadamente 800.000 hectares de floresta derrubada para estabelecer plantações de dendezeiros foram abandonadas. No distrito Landak, Kalimantan Oeste, aproximadamente 300.000 hectares têm sido abandonadas.

Observações de campo indicam que muitas plantações de dendezeiros na Indonésia são plantadas em áreas que foram claramente desmatadas imediatamente antes da conversão a plantação.

Em Sembuluh, Kalimantan Central, a PT Kerry Sawit Indonesia (subsidiárias da companhia de plantação sediada em Sabah Perlis Palm Oils Berhad) está por começar operações de campo para plantar 17.200 hectares de terra. Dentro da área ainda há aproximadamente 7.500 hectares de floresta e jardins florestais que os membros da comunidade local desesperadamente desejam ver protegidos contra a conversão. A área de floresta é uma das últimas na área do Lago Sembuluh que está completamente cercado por propriedades de dendezeiros.

Em Muara Wahau, Kalimantan Leste, uma subsidiária da PT SMART (Sinar Mas) converteu aproximadamente 2.500 hectares de floresta primária em plantações de dendezeiros. A floresta de planície na área PT Matrasawit costumava fornecer um hábitat para o orangotango, uma espécie em perigo de extinção e protegida na Indonésia.

Em Riau, Sumatra, uma subsidiária do grupo Indonesian Indofood Sukses Makmur (PT Gunung Mas Raya) está em processo de derrubar uma floresta de pântano de turfa, parte do que pode estar fora dos limites da concessão. Se esse for o caso, estará em contravenção à política de risco de um dos principais investidores do grupo, ING dos Países Baixos, cuja política inclui o não financiamento de conversão ilegal de florestas.

Uma análise de uma imagem satelital realizada pela ONG indonésia Sawit Watch and Friends of the Earth Indonesia (Walhi) achou que ao redor do Parque nacional do Lago Sentarum em Kalimantan Oeste, a área de plantação de dendezeiros cresceu de 3.000 hectares em 1994 para 94.000 hectares em 2000. Enquanto isso, de acordo com informação de jornais, a área total de florestas diminuiu de 528.300 hectares para 323.000 hectares.

Ao redor do Monte Meratus em Kalimantan Sul, aproximadamente 43.000 hectares de floresta têm sido transformadas em plantações desde 1994, aumentando a área total de plantações de 86.000 hectares para 129.000 hectares. Enquanto isso, as áreas de florestas que cercam o Monte Meratus diminuíram de 1.337.000 para 987.000 hectares.

A evidência dos mapas e anedotas sugerem firmemente que plantações de dendezeiros têm sido desenvolvidas dentro de uma série de outras zonas de amortecimento de parques nacionais, incluindo também os Parques Nacionais Tanjung Puting, Bukit Tiga Puluh e Gunung Leuser.

Além de um desmatamento desenfreado, as plantações de dendezeiros têm resultado na morte de dúzias de pessoas em conflitos relacionados com a posse da terra e trabalhistas, enquanto centenas de mortes podem ser atribuídas aos impactos ambientais da expansão dos dendezeiros.

Essa expansão destrói os ecossistemas e a vida selvagem numa das regiões mais biodiversas do mundo. Também destrói o estilo de vida dos povos indígenas, a autodeterminação e a cultura.

A mão de obra nas plantações é mal paga geralmente, muito dependente do empregador em todos os aspectos da vida e regularmente exposta a perigo e a práticas de trabalho pouco saudáveis. As desigualdades entre diferentes tipos de trabalho (jornaleiros vs trabalhadores permanentes, homens vs mulheres) são muito denunciadas. O uso de pesticidas implica um potencial risco para a saúde dos trabalhadores das plantações (especialmente mulheres) de toda a região. O setor das plantações é o setor econômico mais oprimido pelos conflitos na Indonésia. A maioria dos conflitos resultam de assuntos de posse da terra e da débil proteção legal disponível para as comunidades locais.

Em resumo, as plantações de dendezeiros na Indonésia têm custos sociais e ecológicos extremamente altos. Esses custos, que são às vezes difíceis de expressar em termos monetários, incluem destruição da floresta tropical, perdas de biodiversidade, práticas ilegais, conflitos sobre direito à terra e violações aos direitos humanos, controvérsias trabalhistas, tratamento injusto de pequenos proprietários, ruína de práticas culturais indígenas e exposição das economias locais vulneráveis a forças caprichosas do mercado global.

Extraído de: “Greasy Palms. The social and ecological impacts of large-scale oil palm plantation development in Southeast Asia”, março de 2004, Eric Wakker, AIDEnvironment, em colaboração com Sawit Watch Indonesia e Joanna de Rozario para FOE, http://www.foe.co.uk/resource/reports/greasy_palms_impacts.pdf

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