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Boletim do WRM
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Número 88 - Novembro 2004
O TEMA CENTRAL DESTA EDIÇÃO:
ÁRVORES GENETICAMENTE MODIFICADAS


ÁRVORES TRANSGÊNICAS NO SUL

- Brasil: plantações, lucros e árvores geneticamente modificadas

Os patrocinadores das plantações de árvores com fins industriais alegam que as plantações podem mitigar a pressão sobre as florestas naturais. A indústria da celulose e do papel do Brasil apresenta esse mito para a propaganda pró-indústria. Em vez de plantar menos madeira em menos terra, a indústria planta mais madeira em mais terra. Todo ano, a área de plantações aumenta e todo ano a área de florestas diminui.

Vamos considerar o caso da Aracruz Celulose do Brasil, por exemplo, o maior produtor do mundo de celulose de eucalipto branqueada. As três fábricas de celulose da Aracruz produzem um total de dois milhões de toneladas de celulose por ano. As plantações de eucalipto da companhia foram estabelecidas nas terras dos povos indígenas Tupinikim e Guarani e outras comunidades locais. As árvores de eucalipto que alimentam as fábricas de celulose da Aracruz estão entre as árvores de mais rápido crescimento do mundo. Apesar disso, a Aracruz continua expandindo tanto suas operações com a celulose quanto a área de suas plantações, expulsando mais e mais povos de suas terras.

A Aracruz também está fazendo pesquisas de laboratório sobre árvores geneticamente modificadas. Em 1998, a Aracruz foi a primeira companhia em receber autorização da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para testes de laboratório sobre árvores geneticamente modificadas.

Um ano depois de receber essa autorização, que ainda está em vigor, a Aracruz fez uma declaração sobre as árvores geneticamente modificadas. “Muitos setores, como por exemplo o setor agrícola, estão usando a genética e não há qualquer razão para impor uma proibição genética à indústria florestal, que, para as plantações, segue os mesmos conceitos básicos que qualquer cultivo alimentar” explicou a companhia. Portanto, para a Aracruz não há diferença entre um cultivo alimentar anual e árvores que podem viver centenas de anos.

Gabriel Dehon Rezende, Gerente de Melhoramento Florestal da Aracruz me informou em julho de 2004 que “a companhia acha que a Engenharia Genética poderia ajudar a trazer benefícios sociais, ambientais e econômicos às atividades agrícolas e florestais no futuro.” Rezende apontou rapidamente que atualmente “a Aracruz não utiliza Organismos Geneticamente Modificados em seus testes de campo ou plantações comerciais.”

A Suzano, companhia brasileira de celulose e papel, possui mais de 180.000 hectares de plantações de eucalipto nos estados de São Paulo, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais e Maranhão. No ano passado, a Suzano investiu USD 180 milhões na expansão de suas fábricas na Bahia e em São Paulo e planeja duplicar sua capacidade de produção para o ano 2008.

Todo ano a Suzano gasta USD 2 milhões em pesquisa e desenvolvimento. A Suzano está financiando pesquisas de eucaliptos geneticamente modificados na Escola Agrícola Luiz de Queiroz. A pesquisa visa a árvores geneticamente manipuladas com menos lignina e mais conteúdo de celulose, numa tentativa de descobrir o que a Suzano descreve como a “árvore perfeita”.

A Suzano também está interessada em produzir uma árvore de eucalipto geneticamente modificada que possa resistir a seca. Enquanto a companhia reconhece que “a escassez de água que já está sendo experimentada em algumas áreas é um grande desafio”, não menciona que as plantações de eucalipto beberronas da Suzano são uma das causas da escassez de água.

A Suzano está entre as treze companhias que trabalham com o Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil em um projeto para mapear o genoma do eucalipto. Mais de 50 cientistas estão envolvidos no projeto “Genolyptus”, que focaliza particularmente a forma em que os genes afetam a formação da madeira e a resistência a doenças. O projeto começou em 2002 e deverá concluir em 2006.

A International Paper, a maior companhia de celulose e papel do mundo possui quase 200.000 hectares de plantações de árvores com fins industriais no Brasil. As lascas de madeira do Brasil são exportadas a fábricas da International Paper nos Estados Unidos. Há dois anos, a International Paper do Brasil recebeu autorização da CTNBio para fazer experimentos com árvores geneticamente modificadas.

A International Paper é sócia na ArborGen, a maior companhia de árvores geneticamente modificadas do mundo. A ArborGen planeja experimentar seus eucaliptos geneticamente modificados no Brasil. A Horizon2, companhia de biotecnologia da Nova Zelândia, assinou um contrato de pesquisa com a ArborGen. A companhia diz que a pesquisa procura “ajudar a melhorar as características da celulose do eucalipto destinada ao mercado brasileiro.”

Em março de 2004, Bruce Burton, Vice-presidente da Rubicon, sócia na ArborGen, anunciou que a ArborGen não ia realizar mais experimentos com árvores geneticamente modificadas na Nova Zelândia. Em lugar disso, “continuaremos fazendo os experimentos nos Estados Unidos e no Brasil” disse.

A Aracruz, a Suzano, a International Paper e a ArborGen estão envolvidas em pesquisas de árvores geneticamente modificadas porque acham que podem obter mais lucros com isso.

Em abril deste ano o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra protestaram contra o controle da indústria da celulose e do papel sobre grandes extensões de terra no Brasil. Os Sem Terra ocuparam áreas de plantações de árvores industriais de propriedade das companhias de celulose e papel Veracel, Suzano, Klabin, VCP, Aracruz e Trombini.

Nenhuma das companhias que esperam plantar árvores geneticamente modificadas no Brasil fazem isso para mitigar a pressão sobre as florestas ou para ajudar a resolver o problema de terras no Brasil. Seus lucros são obtidos às expensas dos povos e florestas do Brasil.

Por: Chris Lang, e-mail: chrislang@t-online.de


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- Chile: árvores fabricadas à medida para a indústria florestal

O setor florestal chileno parece não poder aceitar limites para a expansão de suas monoculturas de pinheiros e eucaliptos. Por um lado, tem recorrido à repressão e às mentiras para enfrentar a oposição local. Por outro lado, tem se espalhado a outros países, tais como a Argentina e o Uruguai, onde tem instalado tanto plantios quanto empresas madeireiras e de celulose, ampliando assim seus impactos a outro ambientes e populações.

Ainda por cima, também não aceita os limites impostos pela natureza e está recorrendo à biotecnologia para fabricar árvores com as características pretendidas para poder plantar mais e obter maiores lucros.

Atualmente, o Chile é o líder do desenvolvimento no setor da biotecnologia na América Latina e poderia chegar a se transformar no primeiro país capaz de comercializar árvores transgênicas em nível mundial e com um programa para produzir e exportar pinheiros transgênicos e tecnologia para todo o continente. Isso tudo acarreta perigo.

Apesar de o processo ter começado antes, inicia sua consolidação em 1999 com a formação da GenFor, uma joint venture entre a “Fundación Chile” e a empresa canadense Cellfor. No começo, o interesse principal, quanto à produção de árvores geneticamente modificadas, é fabricar pinheiros resistentes à traça do broto (Rhyacionia buoliana) que está atingindo extensas áreas de monoculturas de pinheiro radiata do qual existem no Chile um milhão e meio de hectares plantadas. A empresa pretende poder dispor desses pinheiros prontos para seu plantio comercial até o ano 2008.

Para criar esta tecnologia, a GenFor estabeleceu um acordo com o Forest Research Institute (FRI) - instituição de pesquisa que depende do governo da Nova Zelândia. O trabalho do FRI é desenvolvido a partir de material genético de pinheiro radiata, no qual foram reproduzidas as diferentes linhas de embriões selecionados provindos do Chile e a partir dos que foram identificadas três proteínas com altos níveis de inseticidas, este pinheiro transgênico poderia ser obtido através da incorporação de um gene Bt (Bacillus thuringiensis) semelhante ao que é usado nas lavouras transgênicas de milho e algodão.

Ao mesmo tempo, a GenFor está também trabalhando na modificação genética de pinheiros (radiata e taeda) para aumentar o nível de celulose e diminuir o de lignina da madeira das árvores. O objetivo desses estudos é fornecer à industria uma madeira que contenha uma maior proporção da matéria prima que requer (a celulose) e uma menor porcentagem do que deve separar e descartar (a lignina). Desse modo, consegue baratear os custos de produção.

E ainda, no ano 2001, a “Fundación para la Innovación Agraria” (FIA) do Ministério da Agricultura do Chile assinou um convênio com a “Fundación Redbio Internacional” em função do que se constituiu como sua filial representante no Chile. Em seu web site, há uma seção voltada para o assunto "Biotecnologia no Chile" em que está resumida sua visão. Nela, diz que "O Chile tem diversificado notoriamente sua base de produção e exportação nos últimos anos, porém, seu desenvolvimento econômico continua embasado principalemente na exploração e comercialização de recursos naturais. Nesse contexto, a biotecnologia é apresentada como uma ferramenta muito útil para aperfeiçoar a capacidade de concorrência dos setores produtivos". No que diz respeito ao setor florestal, menciona um projeto "que incrementa o conteúdo de celulose e reduz a lignina do pinheiro radiata" e acrescenta que "outras aplicações permitiriam produzir árvores mais uniformes, de melhor qualidade e maiores lucros".

Contudo, não é só isso. De acordo com a visão empresarial, existem no Chile muitos hectares de terra (estimadas em, no mínimo, meio milhão) que estão sendo "sub- utilizadas" porque as árvores usadas nos plantios não resistem ao frio intenso do lugar. Para resolver esse problema, o INFOR (Instituto Forestal) e um conjunto de empresas florestais estão trabalhando na seleção genética convencional para produzir clones de eucaliptos resistentes ao frio. No dizer do INFOR, " Na pré- cordilheira dos Andes existem solos de extraordinária qualidade para a produção de E[ucalyptus] globulus, porém, atualmente, não estão disponíveis por causa do frio, fato que poderia ser solucionado com os resultados deste projeto."

Enquanto isso, a Universidade da Fronteira no sul do Chile está estudando (com financiamento do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) a viabilidade de usar os genes de uma pequena gramínea que sobrevive na Antártica (Deschampsia antartica) para produzir árvores resistentes ao frio. Devido à tolerância especial delas às baixas temperaturas fez surgir o interesse pela identificação do (s) gen (es) responsáveis, para depois serem aplicados no eucalipto e poder assim ampliar ainda mais a superfície de plantios com essa espécie.

Além de todos os problemas que estão detalhados neste boletim e que seriam decorrentes da liberação de árvores transgênicas, todos esses "avanços" tecnológicos optam por ignorar o que é evidente: que as grandes monoculturas convencionais de pinheiros e eucaliptos já provocaram sérios problemas sociais e ambientais no Chile e é evidente que os plantios de árvores geneticamente modificadas serviriam apenas para agravá-los ainda mais.

Artigo baseado em informações obtidas de: "La planta que mueve a la ciencia. UFRO lidera atractiva investigación de Deschampsia antártica". Eduardo Henríquez, Diario Austral, 8 de junho de 2004
http://www.australtemuco.cl/prontus4_noticias/site/edic/2004_06_08_1/home/home.html,
Fundación Redbio: http://www.fundacionredbio.org/filichile.htm;
"El futuro de la industria forestal...hoy". Bioplanet. Fundación Ciencia para la Vida
http://www.bioplanet.net/magazine/bio_enefeb_2000/bio_2000_enefeb_reportaje.htm
María Isabel Manzur.- "Investigación biotecnológica en Chile orientada a la producción de transgénicos". Santiago, Fundación Sociedades Sustentables, 2003


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- Quênia: biotecnologia, eucaliptos, mas não árvores geneticamente modificadas

Wangari Maathai e Florence Wambugu têm enfoques totalmente opostos a respeito da plantação de árvores no Quênia. O enfoque de Maathai é anti-colonialista e empodera as pessoas que plantam árvores. O enfoque de Wambugu é neocolonialista e faz com que as pessoas que plantam árvores dependam da biotecnologia.

Wangari Maathai recebeu o Prêmio Nobel deste ano. Seu “Movimento pelo Cinturão Verde” ensina às mulheres a estabelecer seus próprios viveiros de árvores. “Fazemos com que sejam pessoas independentes possam cuidar seu meio ambiente elas mesmas” diz Maathai. Além de sua atividade de plantação de árvores, Maathai é a Co-presidenta Africana de Jubileu 2000 e está fazendo uma campanha para o cancelamento da Dívida do Terceiro Mundo.

Florence Wambugu é a fundadora de A Harvest Biotechnology Foundation International. Até 2002, ela era a diretora do International Service for the Acquisition of Agri-biotech Applications – ISAAA (Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações Agrobiotecnológicas).

Em 1997, o ISAAA começou um Projeto de Biotecnologia de Árvores. O projeto é uma parceria entre o Departamento Florestal do Quênia, o Instituto de Pesquisa Florestal do Quênia e a Mondi Forests, gigante da indústria da celulose e do papel da África do Sul. O financiamento para o projeto provém da Fundação Gatsby do Reino Unido.

A Mondi forneceu árvores de eucalipto clonadas híbridas para o projeto, um cruzamento entre Eucalyptus grandis e Eucalyptus camaldulensis. O Projeto de Biotecnologia de Árvores plantou as árvores clonadas em lotes de teste para verificar qual deles crescia melhor nos solos e clima do Quênia. O projeto estabeleceu um viveiro em Karura, perto de Nairobi, que agora produz mais de um milhão de estacas de árvores por ano, para serem entregues a agricultores.

Dizer que o ISAAA é pró-modificação genética é um eufemismo. “Os cultivos geneticamente modificados comercializados continuam fornecendo benefícios econômicos, ambientais e sociais significativos, tanto em pequenas quanto em grandes granjas em países em desenvolvimento e países industriais”, escreve Clive James, presidente do ISAAA. Florence Wambugu trabalhou previamente para Monsanto em um projeto de batata doce geneticamente modificada resistente às viroses. Os fundadores do ISAAA incluem a Bayer CropScience, a Monsanto, a Syngenta, a Pioneer Hi-Bred e o Biotechnology e o Conselho de Pesquisa de Biotecnologia e Ciências Biológicas. Os antigos e atuais membros da diretoria incluem representantes da Monsanto, da Syngenta e da AusBiotech Alliance.

As declarações do ISAAA sobre seu projeto de plantação de árvores (bem como a palavra “Biotecnologia” no título do projeto) apontam à modificação genética. O ISAAA estabelece que o “Eucalipto geneticamente superior da Mondi cresce mais rapidamente e “o híbrido é resistente à seca e ao frio”. O projeto “objetiva fornecer material clonado de qualidade superior tanto às comunidades rurais quanto às urbanas no Quênia”.

Em um artigo de julho de 2004, a EcoTerra acusou Florence Wambugu de utilizar o projeto para importar árvores geneticamente modificadas desde a África do Sul para o Quênia. No Reino Unido, o The Guardian informou que os “eucaliptos geneticamente modificados substituirão a cobertura florestal do país”.

O ISAAA nega que as árvores sejam geneticamente modificadas. “O projeto não envolve árvores transgênicas, envolve árvores geneticamente melhoradas, que são o resultado de programas de criação tradicionais nas Florestas da Mondi” me informou Catherine Ngamau do ISAAA.

Peter Gardiner, Gerente de Recursos Naturais da Mondi Forests nega que a Mondi tenha produzido árvores geneticamente modificadas alguma vez. “Nós não dispomos de nenhum material de organismo geneticamente modificado na pesquisa, em um lote de pesquisa ou comercialmente em nenhum lugar. Não o temos feito em nenhum lugar. Não há nenhuma intenção de fazê-lo” disse Gardiner para mim.

Flic Blakeway foi um dos cientistas florestais da Mondi que Florence Wambugu conheceu quando visitou os viveiros da Mondi na África do Sul. Blakeway foi co-autor de um documento apresentado no Congresso Florestal Mundial de 1997 na Turquia, que descreve como os cientistas dos laboratórios da Mondi tinham começado um “trabalho preliminar” sobre árvores geneticamente modificadas, incluindo “a transformação da folha de eucalipto e culturas de células utilizando procedimentos mediados por Agrobacterium.” O documento de Blakeway informou que os experimentos não produziram quaisquer árvores geneticamente modificadas.

Apesar de que não tenho achado qualquer evidencia para apoiar a alegação da EcoTerra de que a Mondi e Florence Wambugu têm introduzido sorrateiramente as árvores de eucalipto geneticamente modificadas no Quênia, o Projeto de Biotecnologia de Árvores do ISAAA não é imune aos problemas.

As árvores de eucalipto de rápido crescimento fazem com que os córregos e lagos se sequem e que o lençol freático diminua nas áreas onde são plantados. Um dos nomes Kikuyu para os eucaliptos é munyua maai, que significa “bebedor de água”. Pouco ou nada crescerá sob as árvores.

Em 1995, em uma apresentação na conferência de Mulheres das Nações Unidas em Beijing, Wangari Maathai explicou que nos tempos coloniais, “as espécies de árvores como o eucalipto, a acácia-negra e as árvores de coníferas substituíram as espécies indígenas, não apenas em terras agricultáveis mas também em áreas de florestas”. Em decorrência disso, continuou ela, “as terras agricultáveis tem perdido água e determinados cultivos como bananas, cana de açúcar e espécies locais de ararutas já não crescem nas terras agricultáveis mais secas para garantir a alimentação das comunidades locais.”

Além disso está a vespa criadora de guelras (Ophelimus eucalypti), um inseto preto e pequeno que está ameaçando as árvores de eucalipto do Quênia. As árvores afetadas não servem nem para madeira nem postes. Em novembro de 2004, o Daily Nation informou que a peste poderia ameaçar até 40 por cento das plantações do Quênia. Eston Mutitu do Instituto de Pesquisa Florestal do Quênia comentou que as árvores mais afetadas são aquelas produzidas através de biotecnologia, como as do projeto do ISAAA.

“Agora estamos suportando que pestes exóticas ataquem as árvores exóticas. Parece que estamos vendo o lado ruim de incorporar as árvores exóticas” disse Mutitu à Biosafety News em abril de 2004.

Há três anos, em uma conferência na África do Sul, Wangari Maathai disse, “Estamos tentando deter o atual governo para que não expanda as plantações. O governo percebe às florestas indígenas como inúteis”. Parece que ninguém do governo queniano, do ISAAA ou da Mondi estivesse escutando. Talvez eles vão ligar atenção agora que os problemas causados pela plantação de árvores de eucaliptos estão virando óbvios demais.

Por Chris Lang, e-mail: chrislang@t-online.de

 

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