Argumentos
que evidenciam que a Veracel não deve ser certificada
Carta disponível
Espanhol e Inglês
Nós, abaixo
assinados, homens mulheres e jovens, trabalhadores rurais e urbanos,
índios, ambientalistas, cientistas, professores, estudantes,
estamos perplexos frente à notícia de que a empresa
Veracel Celulose está tentando obter o selo FSC para suas plantações
da monocultura de eucalipto, através da empresa certificadora
SGS.
O FSC é atualmente
considerado o selo verde mais reconhecido no mundo. Desde antes do
início do processo de certificação, a empresa
está promovendo propaganda enganosa, através de uma
cartilha enviada a diversos setores da sociedade. Neste material,
afirma que está conquistando a certificação FSC,
visto que, a empresa possui passivos ambientais, sociais e econômicos.
De acordo com os
Princípios e Critérios do FSC, o selo pretende promover
o manejo das florestas do mundo de acordo com três fundamentos,
que passam pela atuação “ambientalmente correta,
socialmente justa e economicamente viável”. A empresa
gera apenas 741 postos de trabalho próprios, segundo informações
do próprio Plano de Manejo Integrado da Veracel, sendo que
ela ocupa uma área de 105.241 hectares (área destinada
ao plantio de eucalipto e infra-estrutura). Este número é
estarrecedor quando se contabiliza a expansão territorial da
empresa na região Extremo Sul e o empobrecimento da população,
antes eminentemente agrícola para subsistência e com
pequenas propriedades rurais. No município de Eunápolis,
por exemplo, entre 1996 e 2000, cerca de 7 mil trabalhadores deixaram
o campo (Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,
IBGE). Somente as culturas de mamão Havaí com 17.028
hectares, café com 14.628 hectares e coco com 11.823 hectares,
promoviam 27.750 empregos anuais. (Fontes: Sindicato dos Trabalhadores
Rurais de Eunápolis e CEPLAC – Ministério da Agricultura).
Eunápolis apresenta o maior índice de êxodo rural
regional dos últimos anos, a taxa aumentou 59,37%, sendo que
o maior índice nacional é 28%. (Fonte: Centro de Pesquisas
e Estudos para o Desenvolvimento do Extremo Sul-Cepedes). A partir
do início dos anos 1990 a chegada da monocultura do Eucalipto
contribuiu decisivamente para que peões de roça, vaqueiros,
tropeiros, pequenos agricultores, bandeiradores de cacau e outras
categorias fossem obrigados a deixarem o campo e se refugiarem nas
cidades.
A Veracel figura
ainda como investigada em diversos autos de inquéritos civis
nos municípios de Eunápolis, Porto Seguro e Itagimirim,
conforme informações das respectivas promotorias de
Justiça. A empresa está envolvida em 883 (oitocentos
e oitenta e três) processos trabalhistas na Justiça do
Trabalho – 5ª região. São ações
movidas por trabalhadores, conforme relação dos processos
concedida pelo Poder Judiciário em julho 2007. No último
mês de abril foi condenada a efetuar pagamento de benefícios
trabalhistas como aviso prévio, férias, Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço (FGTS) e multas para cinco ex-funcionários.
O desrespeito às
normas de segurança já causou acidentes de trabalho,
a exemplo do ocorrido em 30 de março de 2007, na Veracel, onde
03 (três) operários tiveram queimaduras de 2º e
3º graus por produtos químicos e 08 (oito) ficaram intoxicados.
O acidente foi causado por sulfato de sódio usado para manutenção
de uma das caldeiras de branqueamento de celulose. (Fonte: Jornal
O Sollo – Edição 101 de 13 de abril de 2007).
De acordo com a cartilha
elaborada pela Veracel sobre o FSC, os “Direitos aos Povos Indígenas”
é o terceiro dos 10 princípios supostamente cumpridos
pela empresa, o que também não corresponde à
verdade. Parte das terras requeridas pela população
indígena do Extremo Sul da Bahia, em seus respectivos processos
de demarcação, estão totalmente ocupadas por
eucaliptos da Veracel, mesmo se tratando de áreas historicamente
indígenas. A empresa só reconhece como terra indígena
apenas 03 (três) áreas: Imbiriba, Barra Velha e Águas
Belas, tornando invisíveis outras 13 comunidades, a saber:
Aldeia Guaxuma, Pé do Monte, Aldeia Nova do Monte Pascoal,
Corumbauzinho, Craveiro, Alegria Nova, Tauá, Tiba, Cahy, Pequi,
Trevo do Parque, Meio da Mata, Boca da Mata.
Na questão
de ser “ambientalmente correta”, a empresa também
não se enquadra, visto que, desmatamentos e uso indiscriminado
de venenos em áreas de nascentes e rios (rio Santa Cruz), podem
ser facilmente comprovados através de Ações Civis
Públicas Federais e multas do Instituto Brasileiro do Meio
Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) –
órgão oficial do Governo Federal e responsável
pelo Meio Ambiente. São exemplos os Autos de Infração
do IBAMA, números 368874 de 13/03/07). E ainda, a Justiça
determinou através da Recomendação nº 01
de 18/11/2005 que a Veracel cumprisse a lei e retirasse o plantio
de eucalipto do entorno dos três principais Parques Nacionais
do Extremo Sul (Pau Brasil, Descobrimento e Monte Pascoal);
Outra questão
grave é a água, que vem sendo afetada tanto em quantidade
quanto em qualidade. Em relação à bacia, depois
da instalação dessas plantações, o volume
de água disponível diminuiu consideravelmente na região.
(Diversos Depoimentos gravados de moradores da região). Os
impactos na flora e fauna são múltiplos e graves, devido
a grande extensão das plantações de eucalipto,
que atingem uma grande quantidade de espécies nativas. Na área
ocupada pelo eucalipto, grande parte da flora foi exterminada por
agrotóxicos e muitas espécies de animais desapareceram.
(Documentos arquivo Cepedes, fotos, vídeos e depoimentos e
auto de infração número e 212132 de 22/12/2005).
O Ministério
da Agricultura embargou em fevereiro deste ano, a Central de Resíduos
Químicos da Veracel que produzia 10 000 m3 de resíduos
industriais (Humoativo – lodo biológico da estação
de tratamento de efluentes da indústria; Biomassa de eucalipto
– matéria prima extraída da lavagem das toras
de eucalipto; Cinza Calcítica - extraída das caldeiras,
sedimentos e areia). Esse produto vem sendo vendido sem autorização
do Ministério de Agricultura para pequenos agricultores por
R$ 10,00/m³ (dez reais). A empresa não possui registro
de Empresa Produtora e Empresa Comercial de Produtos destinados às
atividades agrícolas do Ministério de Agricultura e
Secretaria da Fazenda da Bahia. Infração grave segundo
a Lei 6.894 de 16/12/1980, que dispõe sobre a inspeção
e fiscalização da produção e do comércio
de fertilizantes, corretivos, inoculantes, estimulantes e biofertilizantes
destinados à agricultura. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores
Rurais de Eunápolis, aconteceram diversos acidentes com trabalhadores
rurais ao utilizar o produto, como queimaduras pelo corpo e perda
total da plantação.
Outro exemplo claro de comportamento duvidoso é que ela utilizou-se
de um “suposto” erro do Cartório de Registro Civil
e obteve certificado afirmando que não estava respondendo ações
na Justiça para obter o selo do ISO 14.001. Quando na verdade
a Veracel responde a diversos processos na Justiça, conforme
afirma o referido cartório, após assumir o erro através
de certidão emitida no dia 18 de julho de 2007.
Contestamos também
o processo de avaliação e reconhecimento conduzido pela
empresa certificadora, a SGS, por entender que não há
clareza e transparência:
Diversas entidades
e instituições não foram ouvidas, nem sequer
sabem sobre o processo, o que é possível comprovar através
de ofícios recebidos de inúmeras entidades e instituições;
Quantos formulários
foram emitidos pela SGS? Quem indicou essas entidades? Quantas entidades
responderam o questionário? Quais os municípios que
foram visitados?
As poucas entidades
componentes do Fórum Socioambiental do Extremo Sul que receberam
o formulário enviaram carta à SGS solicitando uma reunião.
A carta solicita ainda uma visita de campo com entidades da sociedade
civil organizada que atuam na área durante muitos anos, já
que os auditores são oriundos de outra região e não
conhecem o Extremo Sul da Bahia. Esta solicitação não
foi atendida a contento pois só no dia 23/07, pela manhã,
o Cepedes recebeu um telefonema de um dos auditores (Fabiano) informando
que só teria os dias 23 ou 24 para uma reunião com as
entidades do Fórum, o que mais tarde foi confirmado pela SGS
através de e-mail a pedido do Cepedes. Consideramos uma total
falta de respeito para conosco, pois assim que recebemos os documentos
prontamente respondemos que não seria possível uma reunião
na data proposta, já que as entidades estariam envolvidas em
outras atividades, previamente agendadas.
As poucas entrevistas
que aconteceram apresentaram resultados insatisfatórios a exemplo
da ocorrida na Câmara de Vereadores do município de Eunápolis.
Compareceram apenas 03 (três) dos 10 (dez) vereadores do município.
Não obstante esses três não têm conhecimento
a respeito do assunto, é o que informa um assessor de imprensa
de um deles, Teonei Guerra. Ainda segundo Guerra, que participou da
conversa com os auditores, a SGS não vai promover a Audiência
Pública para ouvir a comunidade, pois considera que é
mais “produtivo” conversar individualmente com alguns
segmentos. Vale lembrar que em outubro de 2005 foi promovida pelo
Governo Federal, através do IBAMA, uma Audiência Pública
para discutir a monocultura do eucalipto na região, onde estiveram
presentes cerca de 3.000 pessoas. Ficou provado na ocasião,
que a Aracruz e Veracel, contrataram pessoas para tumultuar e inviabilizar
a audiência, (fato comprovado na própria audiência
pelo Deputado Estadual da Bahia, José Neto). Ficou evidente
também que a sociedade regional repudia a monocultura do eucalipto
por sua extensão, o que inviabiliza qualquer iniciativa de
preservação e conservação da Mata Atlântica
ou corredores ecológicos, Reforma Agrária, agricultura
camponesa, entre outros bem como a atuação prepotente
e desrespeitosa da empresa. A Veracel avança com suas plantações,
invadindo comunidades rurais. Recentemente tentou plantar eucalipto
dentro de um bairro da cidade de Eunápolis, o Itapuã.
Existem outros bairros na cidade sitiados pelo eucalipto, fato que
faz com que a população reclame, já que os talhões
de eucalipto servem de abrigo para marginais e desova de cadáveres.
O desrespeito se estende até mesmo aos mortos, a Veracel plantou
eucalipto dentro de um cemitério situado na comunidade de Ponto
Maneca, há cerca de 7 km de Eunápolis e instalou uma
placa dizendo: “Acesso garantido aos familiares dos entes queridos
aqui sepultados”. (Fotos comprobatórias no arquivo do
Cepedes e CDDH).
A Secretaria de
Meio Ambiente do município de Eunápolis junto com a
SGS forjaram uma reunião no dia 24/07 do Conselho Municipal
de Meio Ambiente com a presença de alguns conselheiros apontados
pelo secretário, pessoas de sua inteira confiança, deixando
a maioria dos conselheiros indignados com este comportamento.
Ressaltamos mais
uma vez que os auditores utilizaram apenas 05 (cinco) dias para a
avaliação de campo nos 10 (dez) municípios que
compõem a área de atuação da empresa apresentada
no escopo da certificação. O que é humanamente
impossível diante da extensão da área e da quantidade
de distritos, comunidades, instituições e entidades
existentes.
Entendemos que uma
empresa como a Veracel Celulose, um dos símbolos do modelo
de “desenvolvimento” que foi imposto de uma maneira arbitrária,
ilegal e violenta, resultando em diversas conseqüências
negativas, causadora de violência, miséria e fome ao
povo do Extremo Sul da Bahia, não pode ser considerada ambientalmente
correta, socialmente justa e economicamente viável.
Para as populações
tradicionais e entidades componentes do Fórum Socioambiental
do Extremo Sul da Bahia e da Rede Alerta Contra o Deserto Verde a
monocultura do eucalipto em grande escala é ecologicamente
um desastre, socialmente uma injustiça e economicamente perversa
para a região. Neste sentido não se enquadra aos Princípios
e Critérios, relacionados às atividades de manejo florestal
e válidos para certificação.
Assinam:
1. Associação
da Cidadania e Transparência da Terra Mãe – ACTTM.
Brazil
2. Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Técnicos
de Eunápolis – ASSOCIENGE. Brazil
3. Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados Bahia –
Subseção Eunápolis. Brazil
4. Centro de Defesa dos Direitos Humanos – Teixeira de Freitas
- CDDH. Brazil
5. Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo
Sul – CEPEDES. Brazil
6. Sindicato dos Bancários e Trabalhadores no Sistema Financeiro
do Extremo Sul da Bahia. Brazil
7. Conselho Indigenista Missionário – CIMI – Equipe
Extremo Sul. Brazil
8. Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Extremo Sul da
Bahia – TERRA VIVA. Brazil
9. Everton Berhmann Araújo – Estudante. Brazil
10. Federação de Órgãos para Assistência
Social e Educacional - FASE/BAHIA. Brazil
11. Frente de Resistência e Luta Pataxó. Brazil
12. José Carneiro de Souza Neto – Engenheiro Agrônomo.
Brazil
13. Movimento de Defesa de Porto Seguro - MDPS. Brazil
14. Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado
da Bahia – APLB Eunápolis. Brazil
15. Sindicato dos Empregados de Empresas de Segurança e Vigilância
do Estado da Bahia – Sindivigilantes. Brazil
16. Sindicato dos Trabalhadores em Bares, Restaurantes, Hotéis,
Pousadas, Condomínios Residenciais, Flats Services, Bingo,
Parques Aquáticos e Similares do Extremo Sul da Bahia –
SINTHOTESB. Brazil
17. Sindicato dos Trabalhadores em Rádio TV e Publicidade –
SINTERP – Delegacia Eunápolis – Bahia. Brazil
18. Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira –
CEPLAC – Aliomar Figueredo Benfica – Eunápolis/
Bahia. Brazil
19. Federação dos Trabalhadores na Agricultura FETAG-
BAHIA. Brazil
20. Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Eunápolis. Brazil
21. Movimento de Defesa de Porto Seguro. Brazil
22. Elizaer Lucas Tavares Leite – Engenheiro Agrônomo.
Brazil
23. APROMAC, associação de proteção ao
meio ambiente de Cianorte / PR. Brazil
24. AMAR - Associação de Defesa do Meio Ambiente de
Araucária (Araucária - Paraná) . Brazil
25. Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Teixeira de
Freitas – SINDEC. Brazil
26. Associação de Moradores e Amigos de Santo André
– AMASA. Brazil
27. Espaço Cultural da Paz – Teixeira de Freitas. Brazil
28. Movimento de Trabalhadores Assentados e Acampados e Quilombolas
– CETA regional Sul. Brazil
29. Comissão Pastoral da Terra – Diocese Itabuna. Brazil
30. Conselho Indigenista Missionário CIMI – Equipe Sul.
Brazil
31. Sindicato dos Trabalhadores Rurais - STR de Santa Luzia. Brazil
32. Comunidades Eclesial de Base - CEBS Diocese Itabuna. Brazil
33. Movimento de Mulheres do CETA – Regional Sul. Brazil
34. Juventude Camponesa – Região Sul Bahia. Brazil
35. Comunidade Indígena Pataxó Hã Hã Hã
– Pau Brasil. Brazil
36. Associação dos Índios Tupinambá da
Serra do Padeiro - AITSP . Brazil
37. Comunidade Tupinanbá – Oliveira. Brazil
38. Pastoral da Juventude – Diocese Itabuna. Brazil
39. Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB Núcleo
Itabuna. Brazil
40. Movimento de Pequenos Agricultores – MPA Vit. Conquista.
Brazil
41. ARES – Associação Para o Resgate Social –
Camacan/Bahia. Brazil
42. Conselho de Cidadania Paroquial da Santa Rita - Itabuna. Brazil
43. CEB's Paróquia Santo Antonio - Ubaitaba. Brazil
44. CEB's Paróquia Nª Sª do Carmo - Ibirapitanga.
Brazil
45. Centro de Estudo de Bíblicos CEBI - Núcleo de Ilhéus.
Brazil
46. Associação Cultural Beneficente Antônio Pereira
Barbosa ACAPEB - Gongogi. Brazil
47. Irmãs Agostinianas Recoletas de Itabuna. Brazil
48. Pastoral Carcerária de Itabuna. Brazil
49. Irmãs Catequistas Franciscanas de Itabuna. Brazil
50. Fórum de Educação do Campo - Regional Sul.
Brazil
51. Conselho de Leigos do Vicariato Sul - Diocese de Itabuna. Brazil
52. Grupo Ambientalista da Bahia – GAMBÁ. Brazil
53. Sindicato dos Trabalhadores Rurais STR - Mucuri. Brazil
54. Sindicato dos Trabalhadores Rurais STR – Alcobaça.
Brazil
55. Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais –
APAE Eunápolis. Brazil
56. Federação de Órgãos Para Assistência
Social e Educacional – FASE/ES. Brazil
57. Marilda Telles Maracci – Geógrafa – Vitória/ES.
Brazil
58. Arlete Maria Pinheiro Schubert – Historiadora – Vila
Velha / ES. Brazil
59. CPT/MG – Comissão Pastoral da Terra – MG. Brazil
60. Movimento Anarcopunk – ES. Brazil
61. Grupo Motim de Teatro – ES. Brazil
62. Fórum de Mulheres do ES. Brazil
63. MPA/ES – Movimentos dos Pequenos Agricultores do ES. Brazil
64. Priscila Albani Trés – Técnica em Agropecuária
– São Gabriel da Palha/ES. Brazil
65. Allan Jhonny de Lima Légora – Técnico em Agropecuária
– São Gabriel da Palha/ES. Brazil
66. Weberson Barbieri – São Gabriel da Palha/ES. Brazil
67. Raul Ristow Krause – Técnico em Agropecuária
– São Gabriel da Palha/ES. Brazil
68. Brigada Indígena – ES. Brazil
69. Sindicato dos Bancários do ES. Brazil
70. Celeste Ciccarone – Antropóloga – Universidade
Federal do ES – UFES. Brazil
71. Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – ES. Brazil
72. Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc). Brazil
73. Ricardo Weibe Nascmento Costa - Associação das Comunidades
dos Índios Tapeba - ACITA e Associação dos Professores
Indígenas Tapeba – APROINT. Brazil
74. Centro Ecológico / RS. Brazil
75. Tania Pacheco, Grupo de Trabalho contra o Racismo Ambiental, da
Rede Brasileira de Justiça Ambiental. Brazil
76. Vicente de Moraes Cioffi. Forum Permanente Em Defesa da Vida.
Nucleo Regional do Plano Diretor Participativo. São José
dos Campos - SP - Vale do Paraiba – Brazil
77. Vladimir Oganauskas Filho. Diretório Central do Estudantes
da Universidade Federal de Viçosa. Associação
Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal. Brazil
78. Vera Ribeiro – GeaSphere. Mozambique
79. João Forte - Geógrafo Físico – Alvaiázere.
Portugal
80. Cimi Mato Grosso do Sul. Brazil
81. Jadson Silva Hombre - Graduando Biologia UNEB campus X –
BAHIA. Brazil
82. Rodrigo Matta Machado, Brazil
83. Janaina Marques de Miranda Lisboa - Engenheira Agrônoma
- Viçosa – MG. Brazil
84. Carlos A. Vicente. Acción por la Biodiversidad. Argentina
85. Luciana Queiroz. Instituto Terramar. Brazil
86. CENTRO DE TRABALHO INDIGENISTA. Brazil
87. Movimento Sem Terra – Brazil
88. Via Campesina – Brazil
89. THYDEWAS, Brazil.
90. MONICA DIAS MARTINS - professora da Universidade Estadual do Ceara.Brazil
91. Abiancy Cardoso ( Bia Cardoso), Brazil.
92. Movimento dos Pequenos Agricultores - MPA- RS. Brazil
93. Gabriel Moser Galvão Menezes - Instituto PermaYoga –
PR. Brazil
94. Talita Moser Galvão Menezes - Instituto PermaYoga –
PR. Brazil
95. Miguel Pedro Alves Cardoso - Antropólogo - INCRA/RJ. Brazil
96. RAP-AL Uruguay
97. Osvaldo Nicolás Pimpignano, INICIATIVA RADIAL. Argentina
98. Grupo Guayubira. Uruguay
99. Lic Carmen N. Campos. Lomas Eco. Argentina
100. GT Ambiente AGB-Rio e AGB-Niteroi. Brazil
101. Associação dos Geógrafos Brasileiros
102. Dra. Silvia B. González. Argentina
103. Amarildo Carvalho de Souza, Assessor Formação e
Organização Sindical da CONTAG. Brazil
104. Gustavo Vallejo
105. Joan Vicenç Lillo i Colomar
106. REDES-Amigos de la Tierra.Uruguay
107. ARTURO ALVA MOGOLLON, ASESOR ESPECIALISTA DE TEMAS AMBIENTALES
DE COMUNIDADAES CAMPESINAS DEL PERU.
108. Elder Santos Almeida.
109. Walter Marschner - Sociólogo ASSESOAR - Francisco Beltrão
– PR
110. Ismael Gonzalez. Cuba
111. Yunin Aguilar Vásquez, Mexico
112. Programa de Bosques y Biodiversidad. Amigos de la Tierra Internacional.
113. Asociación Amazónicos por la Amazonía –
AMPA. Perú
114. James Hewitt. United Kingdom
115. Marco Vinicio López Maldonado. Comisión Pastoral
Paz y Ecología -COPAE- San Marcos, Guatemala.
116. Augusto Marcos Santiago. Brazil
117. Gina Nascimento Pereira - Secretaria de jovens da fetagri-amazonas.
Brazil
118. Sandy Gauntlet, PIPEC NZ. New Zealand
119. Luis Marin, Neem Exquisite. Curacao, Antillas Holandesas
120. Adela Álvarez- Argentina
121. Humberto Nadal-Argentina
122. Alberto Villalba, F.I.T. - C.E.A.T.L. - I.F.R.R.O
123. Sui-Yun
124. Francisco del Valle - www.RainforestSprings.Org . United States
125. Freddy Vargas Ramírez. Coordinador SINERGIAS Institucionales.
Fundación AMAZONIA EWARE
126. Pastoral da Juventude Rural do Brasil. Brazil
127. Melisa Luyo Lucero/ Profesora Maestría Estudios Amazónicos
- Universidad Nacional Mayor de San Marcos. Peru
128. Consuelo Kuettner-Sandoval MBA-PM
129. COMPITCH. Mexico
130. Argemiro BURGOS-FONSECA. Venezuela
131. Gvbam Logko Pikunwijimapu- Consejo de Lonko Norte de los Territorios
del Sur
132. Rivani Noor, CAPPA, Indonesia
133. Rully Syumanda. Indonesian forum for environment/WALHI. Indonesia
134. Gathuru Mburu of Institute for Culture and Ecology
135. Women Organising for Change in Agriculture and NRM. Nepal
136. Asian Indigenous Women's Network
137. Reinhard Behrend. Rettet den Regenwald e. V.. Germany
138. Alejandro J. Rodríguez Vélez. Mexico
139. Miguel Angel Soto. Greenpeace Spain
140. Rafael Chumbimune Sanabria. Amazonica Plantaciones S. CH Peru
141. Marta Amorós i Castellà. Ingeniera Forestal, Pirineos
142. African Centre for Biosafety
143. Angel Maria Ibarra Turcios. Unidad Ecológica Salvadoreña
144. Irma Lorena Acosta Reveles. Académica del Posgrado en
Ciencia Política. Universidad Autónoma de Zacatecas,
México
145. Simon Counsell, Rainforest Foundation. UK
146. Solly Singh Keep Phoenix Clean
147. Syed Liyakhat, EQUATIONS, India.
148. Jim Wickens. Ecostorm. UK
149. Valerie Tomlinson - Forest campaigner - Camel Area Friends of
the Earth
150. The Bruno Manser Fonds, Association for the Peoples of the Rainforest,
Basel / Switzerland
151. Jesús Montero. Coeditor de www.redverde.org. Spain
152. Dima Litvinov, Forests Campaigner. Greenpeace Nordic
153. Komitee gegen den Vogelmord, Germany
154. TRIB. OSCAR A MARCHESIN. MONTEVIDEO-URUGUAY
155. FUNDACIÓN NUESTRAS RAÍCES. Costa Rica
156. Rainer Weisshaidinger. Bruno Manser Fonds
157. Steffen Keulig, Chairman of Freunde der Naturvölker e.V.
German Branch of the
World Wide Network "friends of Peoples close to Nature".
Germany
158. Arlete Ieda Pasqualetto - Geógrafa - Associação
dos Geógrafos Profissionais/RS. Brazil
159. Julian T. Bakker, Director. Latin America Environmental Society
Amsterdam, Holland
160. Alejandra Parra Muñoz, Koyam Newen de Temuco, Chile.
161. Raúl Aramendy, Director, CEMEP-ADIS, Posadas, Misiones,
Argentina
162. Pablo Paradella, SERPAJ-Misiones. Argentina
163. IMRAN AHIMBISIBWE, ENVIRONMENTAL PROTECTION INFORMATION CENTER
(EPIC), UGANDA
164. Kevin Anderson, Leeds Friends of the Earth, England
165. Arlete Ieda Pasqualetto - Geógrafa - Associação
dos Geógrafos Profissionais/RS. Brazil
166. Carolina Peixoto Ferreira, Analista Ambiental do IBAMA. Brazil
167. Glaucia Pereira de Sousa - Analista Ambiental do IBAMA. Brazil
168. Josiney Aniká dos Santos - Indígena da aldeia Estrela
/ Oiapoque. Brazil
169. Working Group on Rainforests and Biodiversity. Germany
170. Asamblea Fiske Menuco (Gral. Roca) Contra el Saqueo y la Contaminación
171. Sociedad Ecológica Regional Alto Valle
172. Hilary Sandison - filmmaker - London-Paris-Montevideo
173. Grupo de Educação Ambiental Mamangava – RS.
Brazil
174. Círculo Ambiental Guatemala.
175. Observatorio Ambiental Latinoamericano y del Caribe
176. MANUEL NIQUE ALVAREZ, Universidad Nacional Agraria de la Selva,
Peru.
177. Pedro Goenaga, Med. Vet. M. Sc. Estación Experimental
Agropecuaria INTA Pergamino
178. Antonio Lomas Cuarto año de ing. en gestion ambiental,
UTEQ, Ecuador
179. Iván Marcelo Pachay Yépez. Quevedo-Ecuador
180. Yury Naranjo Sánchez. Estudiante Universidad de Cádiz
- España
181. Herney Patiño - Grupos Ecológicos de Risaralda
GER. Colombia
182. Red Manglar Peru
183. Asociacion de Conservacion Tumbes Silvestre-Tumbes Peru
184. Cyrille Baud. Résistances- Terre des jeunes "marais
breton"
185. Oliver Michael Martinez Hodgson, Chile
186. Líder Góngora F., Secretario Ejecutivo de Redmanglar
Internacional, Ecuador
187. Jorge Varela Márquez. Director Ejecutivo, Comité
para la Defensa y Desarrollo de la Flora y Fauna del Golfo de Fonseca
(CODDEFFAGOLF). Honduras
188. Jorge Acosta González, del Grupo de Estudios Ambientales,
AC, de México
189. Gonzalo Arijon. Colectivo ALTERdoc / ONG audiovisual. Francia-
Uruguay
190. CESE - Coordenadoria ecumênica de Serviço. Brazil
191. Migdalia Valdez del Grupo de Estudio y Trabajo "PUEBLO Y
CONCIENCIA" Venezuela
192. Movimento de Mulheres Camponesas – RS. Brazil
193. Víctor Villalobos Sánchez. Mexico
194. Mandy Haggith, worldforests, Scotland
195. Enrique Bostelmann T.
196. Asociación Ambientalista Eco La Paz. Federación
Amigos de la Tierra Argentina
197. Lorena Ojeda Diaz, Agrupacion Ambientalista Koyam Newen, Temuco.
Chile
198. Gonzalo Hernández, Mexico
199. Karl Kerschgens, Germany
200. Global Justice Ecology Project
201. Freddy G Burgos, Argentina
202. Sharon Ramos Solimano - Lima Perú
203. Jorge Suarez, PREDIDENTE FEDERACION CLASISTA DE TRABAJADORES
DE EL ORO- FENOCIN-COSYA-CEDOCUT. Ecuador
204. Mariana Baldeòn E. PRESIDENTA RED DE MUJERES CAMINOS DE
LIBETAD DE EL ORO. Ecuador
205. Paula Palmer, Executive Director, Global Response. USA
206. Angela Parra, Colombia
207. Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor –CAPA. Brazil
208. Núcleo de Santa Cruz do Sul - RS – Brazil
209. Mauricio Fierro, Geoaustral. Chile
210. Almuth Ernsting, Biofuelwatch, United Kingdom
211. Daniel Otal, Alas para la Comunicación Popular. Argentina
212. Helen Leake, Forest Peoples Programme
213. ASOCIACION NACIONAL DE REGANTES DE BOLIVIA
214. Ing. Freddy Zebadúa, CEEP, SC.
215. Emilio lópez Jiménez, Comite de Voluntarios para
el Mejoramiento Ambiental, A. C. de Juchitán, Oaxaca, Mexico
216. Ing. Juana Eulalia Martínez Hernández. Mexico
217. Coordenação Regional Mata Atlântica- ABEEF
(Associação Brasileira de Estudantes de Engenharia Florestal).
Brazil
218. Dra. Beatriz Castilla. Ak Kanantik Ak Ka'ax. A.C. Solferino,
Q.Roo. Mexico
219. José Salazar. Sustentabilidad Operativa en Solferino.SOS.
Quintana Roo. Mexico
220. Ana Maria Salvagni / musicista / Campinas-SP. Brazil
221. AACULT - Associação de Ação Cultural
de São Luiz do Paraitinga
222. Cesar Augusto. Portugal
223. Thiago Leite, Incra - Superintendência Regional 19 (RN).
Brazil
224. Antonieta Umaña, Costa Rica
225. Madeleine Porr, En Buenas Manos e.V. Germany
226. John Seed, Rainforest Information Centre. Australia
227. Angela Howe Missen
228. Carbon Trade Watch
229. Transnational Institute
230. Lucas Chiappe, "Proyecto Lemu", Asociacion Lihuen-Antu.
Argentina
231. Federico Koelle, Fundación Cerro Verde, Guayaquil, Ecuador
232. Martin Castro Dominguez, Mexico
233. Thomas Kesselring, Professor de filosofia, Universidade Pedagógica
de Berna. Switzerland
234. The Rural Research & Development Training Center, Laos
235. Ricardo Quiñones A, EXITO FAMILIAR DEL PERU
236. Rev. Andreas Riekeberg, Ev.-luth. Pfarramt St. Thomas Wolfenbuettel,
Germany
237. Isabel Schimmerling, Mujer y Patriarcado. Uruguay
238. Comisión Multisectorial, Uruguay
239. Alicia Zarate - Proyecto de arte Agua ¿oro azul? Argetina
240. Secretaría Técnica de Desarrollo del Cantón
Arenillas, El Oro, Ecuador
241. Sara Martínez Frías, Spain
242. Muriel Arnal. Présidente fondatrice, One Voice. France
243. Citizens International
244. Guillermo Perez Mayo, ASCAAT
245. The Corner House
246. Society for Threatened Peoples. Germany
247. Marc Roberts / Throbgoblins International
248. Dieter Kaufmann Dritte Welt Haus Frankfurt, Germany
249. NECOFA - NETWORK FOR ECOFARMING IN AFRICA. Benin
250. A Rede Brasileira para Conservação dos Recursos
Hídricos e Naturais AMIGOS DAS ÁGUAS. Brazil
251. Organização Sócio Ambientalista Joguelimpo,
Brazil
252. Förderverein für umweltverträgliche Papiere und
Büroökologie Schweiz (FUPS), Switzerland
253. CLUBE MARIA BONITA - LENÇÓIS, BAHIA – CMB,
Brazil
254. Beatriz Osorio Stumpf, Brazil
255. Pei Jen Shieh, Brazil
256. Ricardo de Soto, GuardaMar, Puerto Rico
257. Derli Casali, Movimento dos pequenos Agricultores-PE. Brazil
258. Greenpeace, UK
259. Meghan Hunt, USA
260. Dr.Guillermo Calvo. Peru
261. Pedro Pozas Terrados, Director ejecutivo, Proyecto Gran Simio.
Spain
262. Alfredo Quarto, Mangrove Action Project
263. Rafael Delgado Pérez, Spain
264. Carlos Amorín, Rel-UITA
265. Núcleo de Trabalho de Agroecologia. Associação
Brasileira dos Estudantes de Eng. Florestal. Brazil
266. Hugh Lee, Ireland
267. STOP Genetically Engineered Trees Campaign
268. Huelber Karl, Vienna Institute for Nature Conservation &
Analyses
269. Angeles Leonardo, Argentina
270. Agencia de Promoción para el Desarrollo - APD (ONG). Paraguay
271. Dr. José Augusto Regúnega Trigüis, Paraguay
272. Consultoría y Servicios de Programas para el Desarrollo
- Coprode, Paraguay
273. Cordinadora de asambleas ciudadanas Chilecito La rioja. Argentina
274. Autoconvocados por la vida. Dpto Famatina La Rioja. Argentina
275. Carolina Peixoto Ferreira - Analista Ambiental do IBAMA, Brazil
276. Glaucia Pereira de Sousa - Analista Ambiental do IBAMA, Brazil
277. Josiney Aniká dos Santos - Indígena da aldeia Estrela
/ Oiapoque, Brazil
278. Asociación Agropecuaria Nuevo Tiwinsa - Ucayali –
Peru
279. Agropecuaria Industrial Río Neshuya, Peru
280. Asociación de Productores Agropecuarios Cordillera Azúl
- Padre Abad- Ucayali Pery.
281. Raimundo gomes da Cruz Neto, Centro de Educação,
Pesquisa e Assessoria Sindical e Popular – CEPASP Marrabá
– PA. Brazil
282. Coastal Development Partnership(CDP), Khulna, Bangladesh
283. Taller Ecologista Rosario. Argentina
284. Sindicato de Camioneros, Obreros y Empleados del Transporte Automotor
de Cargas de la Provincia de Santa Fe. Argentina
285. Andrea Damacena Martins – Holland
286. Kekhrie Y Angami, Naga Peoples Movement for Human Rights, Nagaland
287. Coedin ( Comissão de Educadores Indígena). Brazil
288. GabrielaAlvarez. Argentina
289. Debora Mendonça Silveira. Brazil
290. Ecologistas en Acción, Spain
291. La Comunidad Agrícola Diaguita Los Huasco Altinos. Chile
292. Otros Mundos, A.C. Chiapas, México
293. Leopoldo Salmaso, European Representative of TANDEM, Tanzania
294. MANIK CHANDRA DAS, Bangladesh
295. Dr Saibal Moitra, ALLERGY AND ASTHMA RESEARCH CENTER. India
296. Helena Paul, EcoNexus, UK
297. Werner Weindorf, Germany
298. FREDDY ARGOTTY - FEDERACION NACIONAL DE CAFETEROS
299. Francisco Valdés-Perezgasga, Prodefensa del Nazas, A.C.Mexico
300. Maritza S. Guillen, Consultora, Honduras
301. Angeles Sánchez Braojos. Presidenta, Acción para
el Desarrollo y la Igualdad. Madrid, Spain
302. OFRANEH, Organización Fraternal Negra Hondureña.
Honduras
303. Kareen Urrutia Estevez. Greenpeace, Russia.
304. ANNA SUÁREZ SMINK.
305. Wilson Aparecido Lopes, Brazil.
306. Miriam Aprigio Pereira Historiadora e membro do Quilombo dos
Luízes. Brazil
307. GRUPO SOLIDARIO DE LA VENTA. FRENTE DE PUEBLOS DEL ISTMO EN DEFENSA
DE LA TIERRA. Mexico
308. Anders Bringskog.
309. Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul. Brazil
310. Eloah Margoni, SODEMAP Piracicaba-SP. Brazil
311. Greenpeace, New Zealand
312. Christoph Thies, Greenpeace International.- FSC Representative
313. Urbelinda Ferrufino, Asocacion Ecologica del Oriente Santa Cruz
- Bolivia
314. Lars Krause, Germany
315. John Haughton, Forest Friends Ireland/Cáirde na Coille.
Ireland
316. NOAH - Friends of the Earth. Denmark
317. Bernardo Dias Carneiro. Brazil
318. SONIA TORRES, ASOCIACIÓN COMUNIDADES ECOLOGISTAS USUARIAS
DEL GOLFO DE NICOYA (CEUS), COSTA RICA
319. Lucia Antonio. activista Oaxaca, Mexico
320. Geasphere Swaziland
321. Jorge Luis Baldo, VICAM, Capitulo Regional NOA de la Sociedad
de la Biologia de la Conservación. Jujuy-Argentina.
322. O COATI-Centro de Orientação Ambiental Terra Integrada
- Jundiaí – Brazil
323. Luciana Oliveira Pereira – estudante. Brazil.
324. Juan Ñanculef Huaiquinao, Investogador Historiador Mapuche.
CHILE
325. Nou Sud .- Cooperación Internacional ES
326. EXPn.-red de cooperación écnica.- ES
327. Marc Masmiquel Mendiara.- diseñador gráfico.- ES
328. Edite Lopes de Souza, AGÊNCIA 10ENVOLVIMENTO, Coordenadora
do Setor Meio Ambiente. Brazil
329. Juan N. Rojas, CPIC - El Salvador
330. Mauricio Vanegas. Funprocoop - El Salvador
331. BLANCA KAREN TORRES GÓMEZ. Mexico
332. OMAR CELIS HERNÁNDEZ, Mexico
333. JUÁREZ GARCÍA LUCIANO, Mexico
334. Solveig Firing Lunde, Rainforest Foundation Norway
335. ABRAÇO-BA - Assoc. Baiana de Radiodifusão comunitária,
Brazil
336. FNDC-BA -Comitê da Bahia do Forum Nacional Pela Democratização
da Comunuicação, Brazil
337. Boris Gamboa Valladares. Unión de Amigos para la Protección
del Ambiente. Costa Rica
338. Alfred Albano, Palawan Ecology Protection & Enterprise Works
Center, Palawan, Philippines
339. Greenpeace Netherlands
340. Edgar Giraldo Alzate, GREEN CIVIL SOCIETY. USA
341. Servicios para una Educación Alternativa, Oaxaca, México.
EDUCA
342. Agenda 21 Itapuã - Salvador – Bahia. Brazil
343. Isabel Villela - Jornalista - Salvador – Bahia. Brazil
344. C. Francisco Jara Celis Presidente del Comisariado de Bienes
Comunales de la comunidad Indígena de San Juan Jaltepec, Municipio
de Santiago Yaveo, Oaxaca, México
345. Teodosio Angel Molina.-Unión de Comunidades Indígenas
de la Zona Norte del Istmo, Oaxaca, UCIZONI. Mexico.
346. CENTRO DE DERECHOS HUMANOS TEPEYAC DEL ISTMO DE TEHUANTEPEC.
A.C. Mexico
347. World Rainforest Movement