Red Latinoamericana contra los Monocultivos de Arboles


21 de Setembro
Dia Internacional contra a Monocultura de Árvores

Plantar árvores não é sempre bom, depende do objetivo, a escala, do local onde se plantam e dos beneficos e prejuízos que geram para as populações locais.

As monoculturas de árvores em grande escala promovidas em países do Sul com espécies de rápido crescimento, tal como eucalipto e pinos, tem gerado impactos negativos importantes tanto no econômico como no social e ambiental nos países onde se tem instalado.

A Rede Latinoamericana contra as Monoculturas de Árvores, RECOMA, uma organização que conta com membros de 16 países, vem denunciando entre outros: deslocamento da população rural, perda de fontes de trabalho, péssimas condições trabalhistas, destruição de matas e outros ecossistemas, erosão do solo, escassez de água e contaminação.

Em maio de 2004, a "Rede Alerta Contra o Deserto Verde" do Brasil, que tem uma grande história de resistência às plantações de árvores, realizou seu III Encontro Nacional na cidade de Belo Horizonte. Em tal ocasião, escolheu o dia 21 de setembro, dia nacional da árvore, como uma data significativa para comemorar a luta contra as monoculturas de árvores.

Convocadas pela RECOMA, organizações de toda a região aderirom a essa data e levaram adiante várias mobilizações.

No Brasil, os estudantes da Universidade Federal organizaram nesse dia uma mobilização na capital do Estado do Espírito Santo, na qual participaram representantes de grupos afetados por estas monoculturas para denunciar a situação dos trabalhadores e a usurpação de terras das comunidades locais para a plantação das monoculturas de árvores.

fotos por Carlito Medeiros

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Na Argentina, na província de Entre Rios, divulgaram na imprensa os impactos negativos das monoculturas de árvores e na província de Missões plantaram espécies nativas como forma simbólica de rechaçar as monoculturas de espécies exóticas que estão cobrindo a província.

O Uruguai se uniu a esta realização com uma exposição e amostra na Esplanada Municipal de Monteviéu onde distribuiu informação e exibiu numa tela gigante vídeos sobre os impactos do reflorestamento e a situação dos trabalhadores florestais uruguaios, material preparado pela Associação de Inspetores de Trabalho do Uruguai.


Além disso chegaram adesões de organizações européias e africanas.

Para nós que pensamos que "outro mundo é possível", a política governamental deve mudar radicalmente. Deve deixar de apoiar as empresas plantadoras de monoculturas de árvores e centrar seu apoio nos homens e mulheres que habitam no meio rural para que possam melhorar sua qualidade de vida e ao mesmo tempo assegurar o cuidado ambiental.

 

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