ÁRVORES
GENETICAMENTE MODIFICADAS
A ameaça definitiva para as florestas
Chris Lang
Movimiento Mundial
por los Bosques, diciembre 2004
Até
agora o debate sobre os organismos geneticamente modificados
(OGM) se tem focalizado principalmente nos cultivos agrícolas
e apenas em menor medida nas árvores geneticamente modificadas.
Isso é compreensível, já que estão
sendo plantados muitos cultivos GM comercialmente e muitos deles
estão destinados a alimentar direta ou indiretamente
seres humanos, o que constitui uma ameaça potencial para
a saúde.
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No entanto, isso não
significa que as árvores geneticamente modificadas sejam menos
perigosas. Pelo contrário, os perigos que apresentam as árvores
GM são de algum jeito mais sérios que os que apresentam
os cultivos GM. As árvores vivem mais tempo que os cultivos
agrícolas e isso significa que pode haver mudanças em
seu metabolismo muitos anos depois de terem sido plantadas. Ao mesmo
tempo, as árvores se diferenciam dos cultivos em que a maioria
não têm sido domesticados, e os conhecimentos dos cientistas
sobre os ecossistemas florestais é escasso. Isso implica que
os potenciais riscos ecológicos e outros associados com as
árvores GM, são bem maiores que no caso dos cultivos.
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ÍNDICE
Árvores
geneticamente modificadas: um passo para a frente... na direção
errada - Ricardo Carrere e Simone Lovera
1: Introdução
O que é a modificação genética
Origens das árvores GM
2: Esclarecendo as mentiras: por que as árvores GM
não fazem sentido
1. As Árvores GM de crescimento mais rápido não
ajudarão a aliviar a pressão sobre as florestas nativas
2. As árvores GM não podem ajudar a reverter a mudança
climática
3. A modificação genética das árvores
para reduzir o conteúdo de lignina não soluciona a poluição
das fábricas de celulose
4. As árvores GM resistentes a insetos não levarão
a um menor uso de praguicidas
5. As árvores GM com tolerância a herbicidas não
trarão consigo um menor uso de herbicidas
6. As árvores GM não limparão a poluição
7. Riscos da poluição genética
8. Os olmos GM não solucionam a grafiose dos ulmeiros
9. Do ponto de vista econômico, fazem sentido as árvores
GM
10. Sabem os cientistas o que estão fazendo? E deveríamos
confiar neles?
3: Uma rede de atores: algumas das companhias e instituições
de pesquisa envolvidas
União Internacional de Organizações de Pesquisa
Florestal (IUFRO)
ArborGen, EUA
Horizon2, Nova Zelândia
GenFor, Chile
Aracruz Celulose, Brasil
Nippon Paper Industries, Japão
Oji Paper, Japão
Programa de genômica, biotecnia e melhoramento de árvores,
Universidade de Oregon, EUA
Laboratório Nacional de Oak Ridge, EUA
Universidade de North Carolina, EUA
Organização de Pesquisa Científica e Industrial
do Commonwealth (CSIRO), Austrália
Forest Research, Nova Zelândia
Academia Florestal Chinesa, Beijing
Departamento de Ciências Vegetais, Universidade de Oxford, Inglaterra
4: Legislação, regulamentação
e forças de mercado
Convenção sobre Diversidade Biológica (Protocolo
de Cartagena)
Organização Mundial do Comércio (Acordo MSF)
Exemplos de legislação sobre OGM de diferentes partes
do mundo
Certificação florestal e árvores GM
5: A resistência é fértil: protestações
contra as árvores GM
Notas e fontes