Agronegócio

A agricultura industrial orientada para a exportação de algumas commodities comercializadas globalmente (como soja, milho e arroz), bem como a produção de carne, destrói as florestas, a diversidade de sementes e os pequenos sistemas agrícolas. Esses fatores também erradicam padrões de uso da terra há muito estabelecidos e ameaçam a soberania alimentar.

A maioria das causas do desmatamento identificadas em uma análise global conduzida pela ONU em 1999 ainda está vigente. No entanto, as “soluções” propostas desde então se transformaram em novas causas subjacentes do desmatamento. Nesse cenário, os projetos que destroem a floresta e os projetos “verdes” dependem uns dos outros para serem viáveis.

Incêndios florestais e desmatamento são instrumentos para a consolidação da grilagem de terras que acompanha a expansão da fronteira agrícola capitalista sobre territórios de povos indígenas e comunidades tradicionais

O WRM conversou com aliados próximos, oriundos de Brasil, Gabão, Índia, México e Moçambique para ouvir e aprender sobre suas visões de desenvolvimento.

Convidamos a organizações de Brasil mas também de outros países a assinar esta carta -até o 21 de setembro- para fortalecer nossa luta e resistência contra os impactos das corporações em nossos territórios.

O governo de Bolsonaro - desde seu primeiro dia de governo - está tentando desmontar os direitos constitucionais dos Povos Indígenas e quilombolas. A pandemia é sua cobertura para intensificar ainda mais estes ataques.

Embora a fumaça dos incêndios florestais no Brasil pudesse ser vista com facilidade nas reportagens da mídia, bem mais difícil era enxergar o que estava por trás da cortina de fumaça do governo brasileiro: ações que levarão a floresta a uma morte rápida.

(Disponível apenas em inglês) An inteview with Winnie Overbeek, the International Coodinator of the WRM, about the causes and the impacts of the deforestation in the Amazon.

É fundamental que toda a sociedade tenha clareza que este não é um fenômeno isolado. Na realidade, ele é o resultado de uma série de ações do agronegócio e das mineradoras.

É impossível pensar em extração sem pensar em uma vasta rede de infraestrutura complementar e, portanto, em desmatamento e destruição ainda mais amplos.

Enquanto continua a destruição dos territórios florestais, mais promessas e acordos estão sendo implementados em nome de “enfrentar o desmatamento e as mudanças climáticas”.