Mulheres na resistência

Quando as florestas são destruídas, as mulheres das comunidades que dependem delas são atingidas com muita força: suas condições de vida são especialmente precárias, e obter alimentos, medicamentos, materiais e água potável fica ainda mais difícil. Os conhecimentos e a sabedoria tradicionais que as mulheres transmitem ao longo de gerações também são colocados em risco. É por isso que elas costumam estar na vanguarda da resistência contra a destruição das florestas.

Este texto vem das conversas com mulheres do Vale do Ribeira que tem se dedicado a travar uma luta contra a concessão de um dos mais importantes parques da região. Sua luta é fundamental e junta-se às mais diversas resistências contra a corrente privatizante de criar 'territórios sem gente.' Eles nos lembram que seu território é e está enraizado em suas histórias, vozes e resistências.
O International Labour Research and Information Group produziu um calendário inspirador para 2022, com belas ilustrações.

A empresa de dendezeiros Socfin representou violência para as comunidades. No entanto, as mulheres precisam enfrentar outro sistema patriarcal mais próximo de casa: os chefes tradicionais são.

As plantações de dendezeiros são um dos espaços mais inseguros para as mulheres, não apenas por causa das condições vulneráveis de trabalho, mas também por causa do potencial de violência sexual. (Disponível em indonésio)

Veja o vídeo em que a comunidade se posiciona contrária ao monocultivo de eucalipto e o transporte das toras por dentro da comunidade.

Fazendo uso da “interseccionalidade” para sua reflexão, a autora destaca que é essencial entender como várias situações de opressão recaem sobre o mesmo sujeito. Principalmente quando se trata de mulheres em territórios de exploração capitalista.

Este texto compartilha reflexões que nasceram de nossas conversas com as mulheres impactadas por projetos de Economia Verde no Brasil. Para entender as formas de luta travadas por estas mulheres, é preciso reconhecer seus conhecimentos e formas de se relacionar com a natureza.

Seria possível que a inclusão de políticas específicas de gênero nas operações das empresas de dendê e no esquema de certificação RSPO fizesse mais do que encobrir a violência, o patriarcado estrutural e o racismo inerentes ao modelo de plantações?

Neste Dia Internacional da Mulher compartilhamos uma mensagem, uma série de artigos do boletim informativo do WRM e um vídeo recente, feito pela Aliança Informal Contra as Plantações de Dendê na África Central e Ocidental.