Plantações de árvores em grande escala

As plantações industriais de árvores são grandes monoculturas, de manejo intensivo e com árvores da mesma idade, que colocam vastas áreas de terra fértil sob controle de empresas de plantações. O manejo dessas plantações envolve grandes quantidades de água e agrotóxicos, causando danos a seres humanos, plantas e animais nas plantações e nos arredores.

A balsa é um importante insumo para os moinhos de vento, e o Equador é o maior exportador mundial dessa madeira. A invasão da China, da Europa e dos Estados Unidos por milhões de aerogeradores implica a derrubada de uma grande quantidade de árvores de balsa.
Os esquemas de certificação que buscam legitimar atividades prejudiciais ao meio ambiente e suas populações com termos como “sustentável” são uma tática de sobrevivência do capitalismo.
Em fevereiro de 2021, mais de 500 cientistas e economistas divulgaram uma carta pedindo a interrupção da queima de florestas para produzir energia em usinas de carvão mineral convertidas, bem como o fim dos subsídios que agora impulsionam a demanda explosiva por pellets de madeira. A queima de madeira para produzir eletricidade explodiu desde que a ONU classificou essa fonte de energia como “neutra em carbono”, o que permite que governos e empresas queimem madeira em vez de carvão mineral e não contabilizem as emissões, o que ajuda a cumprir suas metas climáticas.
Mais dois jovens foram mortos nas plantações industriais de dendê da empresa Plantations et Huileries du Congo (PHC). Os bancos de desenvolvimento europeus vêm financiando a PHC há anos e concordaram em entregar as plantações a um obscuro fundo de private equity quando a proprietária anterior, a Feronia Inc., faliu em 2020, após ter recebido mais de 100 milhões de dólares em financiamento para o desenvolvimento.
A crescente demanda por óleo de dendê veio com o alto preço da destruição da floresta tropical, da exploração de mão de obra e da brutal apropriação de terras e água. Comunidades que vivem dentro e próximo das plantações de dendê na Indonésia e em outros lugares estão profundamente preocupadas com suas fontes de água doce. Mas até agora, esse impacto de longo prazo sobre os riachos de água doce ao redor das plantações de dendezeiros parece ter sido esquecido.
Seria possível que a inclusão de políticas específicas de gênero nas operações das empresas de dendê e no esquema de certificação RSPO fizesse mais do que encobrir a violência, o patriarcado estrutural e o racismo inerentes ao modelo de plantações?
Apesar do intenso corte de florestas de manguezais para dar lugar a fazendas de camarão e da opressão das comunidades coletoras e pescadoras, a indústria recebe certificações.
O Grupo Korindo desmatou as florestas do Povo Kinggo para suas plantações industriais de dendê. Petrus Kinggo e outros líderes comunitários foram persuadidos a abrir mão de terras florestais tradicionais em troca de promessas enganosas e falsas. Agora, eles estão lutando contra o Korindo, certificado pelo FSC, apesar da contínua intimidação. (Disponível em indonésio).
Comunidades na África Ocidental e Central estão enfrentando os impactos das plantações industriais de dendê. Sob a falsa promessa de “desenvolvimento”, as empresas, apoiadas por governos, receberam milhões de hectares de terra para essa expansão.
Foi apresentada uma demanda ao Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (CDESC) da ONU para verificar os impactos negativos e possíveis violações aos direitos humanos no Uruguai devido às condições estabelecidas no contrato de investimento firmado entre a multinacional finlandesa UPM e o governo, para instalar uma nova fábrica de celulose no país.