Plantações de árvores em grande escala

As plantações industriais de árvores são grandes monoculturas, de manejo intensivo e com árvores da mesma idade, que colocam vastas áreas de terra fértil sob controle de empresas de plantações. O manejo dessas plantações envolve grandes quantidades de água e agrotóxicos, causando danos a seres humanos, plantas e animais nas plantações e nos arredores.

O último boletim relacionado à pandemia global da organização Focus on the Global South reúne sete artigos que colocam a questão de como – e se – podem surgir transformações econômicas estratégicas neste contexto da pandemia. Leia, em inglês, aqui.
Integrantes do Movimento por um Uruguai Sustentável (Movus) denunciam na Justiça que a empresa de celulose UPM não cumpriu as condições ambientais que permitiram a instalação de sua nova fábrica de celulose no departamento de Durazno, Uruguay. Exigem a suspensão das obras em andamento enquanto esses requisitos não forem totalmente atendidos.
Na véspera do Dia Internacional de Luta contra as Monoculturas de Árvores, foi publicada uma carta aberta assinado por mais de 730 membros de comunidades moçambicanas,  e 120 organizações de 47 países.
Esta Carta Aberta é uma resposta pública da Rede Alerta contra o Deserto Verde do Brasil e o WRM a um email do departamento de investimentos do Banco HSBC nos EUA, solicitando mais informações em relação a empresa de papel e celulose Suzano no Brasil
Apesar das campanhas por plantações “verdes” e de outras táticas que tentam esconder os danos e a violência que estão por trás das grandes plantações de árvores, a cada ano, comunidades e movimentos se levantam no dia 21 de setembro para dar visibilidade às suas lutas.
As grandes plantações da New Forests Company (NFC), empresa sediada no Reino Unido, têm representado violência, despejos forçados e miséria para milhares de moradores de Mubende, Uganda.
Uma reflexão histórica sobre os principais projetos chineses de plantação de árvores evidencia o papel do capital e das forças de mercado na China rural. O projeto mais recente é baseado no consumismo “verde” e beneficia alguns dos maiores varejistas e empresas de tecnologia do país.
Várias das plantações da Sappi em torno da fábrica Ngodwana foram convertidas sem autorização, de pinus em eucaliptos. Dados obtidos ao longo de mais de 75 anos demonstram que o eucalipto consome de 30% a 50% mais de água que o pinus.
A violência, os massacres e os deslocamentos forçados no contexto do conflito armado na Colômbia têm contribuído para o avanço das plantações industriais de dendê. No município de Mapiripán, a Poligrow cumpre um papel inegável na apropriação de terras e na intimidação.
Três quartos das concessões de dendezeiros na Indonésia e no Bornéu malásio certificadas pela Mesa Redonda sobre Óleo de Dendê Sustentável (RSPO) ocupam terras que eram florestas e/ou habitats de vida selvagem há 30 anos.
Uma rede de organizações da sociedade civil e de movimentos sociais lança uma carta para expor as ações das empresas que aproveitam o momento de crise com a pandemia de Coronavírus para fortalecer a imagem de suas marcas com doações a populações em situação de vulnerabilidade, ao passo que seguem operando em meio a pandemia.
Conversa online realizada em 21 de Setembro de 2020, em comemoração ao Dia Internacional de Luta contra as Monoculturas de Árvores. Organizada pela Rede Latino-Americana contra as Monoculturas de Árvores (Recoma). As plantações não são florestas!