Libéria

Em fevereiro de 2021, um relatório amplo confirmou as antigas alegações de que a Golden Veroleum Liberia, uma empresa controlada pelo conglomerado Golden Agri Resources (GAR) – com sede em Cingapura e a segunda maior empresa de óleo de dendê do mundo – cometeu desmatamento generalizado em mil hectares de floresta, violou os direitos territoriais e culturais das comunidades locais, incluindo o direito ao consentimento prévio e informado, e descumpriu exigências sociais sobre necessidades básicas e sobre queixas e remediação.
O vídeo denuncia a violência contra as mulheres na África Ocidental e Central, cujas terras foram invadidas por plantações industriais de dendê.
Em janeiro de 2020, a ONG Traidcraft Exchange divulgou um relatório sobre o Óleo de Dendê Equatorial, listado no Mercado de Investimento Alternativo (AIM, na sigla em inglês) da Bolsa de Valores de Londres. O relatório intitulado “Our Land: Land Grabbing in Liberia and the Case for a New Law UK” constatou que as plantações industriais da Equatorial Palm Oil violavam o direito da população local a suas terras e a empurrava ainda mais para a pobreza, sem que tivessem que responder por isso.
[Disponível apenas em espanhol, inglês e francês] Un nuevo informe sobre el estado de las plantaciones industriales de palma aceitera en África muestra cómo la resistencia de las comunidades cambia el curso del acaparamiento de tierras en la región.
Compilação de artigos do Boletim do Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais (WRM), por ocasião da 14ª reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD), a ser realizada de 17 a 29 de novembro, em Sharm El-Sheikh, Egito.
A Suíça é um país pobre em matéria-prima e, mesmo assim, a cada ano, 70% do ouro extraído no mundo são refinados lá. O país abriga quatro das maiores refinarias do mundo, mas de onde vem todo esse ouro processado e comercializado? A Sociedade para os Povos Ameaçados (Société pour les Peuples Menacés – SPM), na Suíça, examinou o comércio mundial de ouro, com um olhar detalhado sobre os casos do Peru, dos Emirados Árabes Unidos, do Sudão, da Libéria e da República Democrática do Congo.
Este boletim, no Dia Internacional da Mulher, é um chamado à solidariedade direta e radical para com as mulheres que sofrem, resistem, se organizam e se mobilizam contra a violência e o abuso diários que as plantações industriais acarretam.
As vozes e as histórias de mulheres que dependem da floresta costumam ser rejeitadas, ignoradas ou silenciadas, o que torna mais fácil que as empresas tomem terras comunitárias. Mas o que acontece quando elas começam a levantar sua voz?
As grandes plantações de monoculturas “roubam tudo o que as mulheres possuem, enquanto tomam as terras agrícolas e as florestas das quais as mulheres dependem para sua subsistência e para alimentar suas famílias”. Essa citação faz parte da declaração final de um encontro organizado em Port Loko, Serra Leoa, em agosto de 2017, que reuniu mulheres das regiões do Norte, Sul e Leste do país, juntamente com representantes de Camarões, Libéria e Guiné. (1)