Fundo Florestas Tropicais para Sempre: nada para comemorar

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Em 6 de novembro de 2025, o presidente Lula, do Brasil, apresentou o Mecanismo Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) a líderes mundiais que compareceram à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém. O TFFF será administrado pelo Banco Mundial. Quase 20 anos antes, ex-funcionários do Banco haviam concebido a ideia de especular nos mercados financeiros como forma de tentar arrecadar bilhões de dólares para a proteção florestal. (1) O TFFF, lançado em Belém e celebrado por seus defensores como a “grande inovação” para financiar a proteção florestal, tem suas origens naquela ideia de quase 20 anos atrás.

Proposta do Banco Mundial para reduzir pagamentos feitos por países industrializados à proteção de florestas tropicais

Os ex-funcionários do Banco Mundial que idealizaram a proposta destacaram o que consideravam uma grande vantagem: o dinheiro poderia ser arrecadado “sem onerar as finanças dos países que a patrocinam”. Em outras palavras, os países industrializados poderiam reduzir seus gastos com a proteção de florestas no Sul Global. Como este artigo explica mais adiante, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), lançado em Belém, funcionará da mesma maneira: o dinheiro que o TFFF tem esperança de arrecadar virá principalmente dos próprios países do Sul, e não de países industrializados ou investidores ricos. A Third World Network apontou esse “paradoxo no financiamento [do TFFF]: os retornos usados ​​para recompensar a conservação de florestas tropicais são gerados em grande parte pelos próprios países em desenvolvimento, por meio do serviço da dívida e de pagamentos a investidores internacionais”. (2)

O TFFF se baseia exclusivamente em dinheiro; então, de onde vem o dinheiro?
Embora receba a maior parte da atenção pública, o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) depende totalmente de outra entidade legalmente separada, que está no cerne de toda a ideia: o Fundo de Investimento em Florestas Tropicais (TFIF, na sigla em inglês). O TFFF distribuiria a países com florestas tropicais uma (pequena) parte dos lucros que o TFIF espera obter investindo em mercados financeiros. Todas as decisões importantes sobre como gerar os bilhões de dólares a ser distribuídos pelo TFFF serão tomadas no TFIF, onde quem fornece o dinheiro, e não quem protege a floresta, domina os processos decisórios. Portanto, o TFIF reproduz as estruturas de decisão colonialistas do sistema financeiro global.

O TFFF parte da ideia de que o dinheiro pode parar o desmatamento. Esse foco no dinheiro como forma de proteger as florestas tem como base a premissa (simplista) adotada pelo TFFF de que as florestas tropicais são destruídas porque sua proteção não tem valor financeiro. É isso que o TFFF promete mudar, pagando aos países com florestas tropicais cerca de US 4 dólares por hectare como incentivo para prevenir o desmatamento. O papel do TFIF é arrecadar o dinheiro que o TFFF promete aos governos do Sul Global caso reduzam o desmatamento.

O TFIF busca arrecadar o dinheiro operando como um banco, ou seja, espera tomar empréstimos e os investir para obter lucro. Portanto, para começar, o TFIF precisa arrecadar o dinheiro. Eles calcularam que, no total, o TFIF precisará de US 125 bilhões de dólares para poder pagar US 4 dólares por hectare aos países que cumprirem as condições para receber pagamentos por proteger florestas tropicais. (3) A expectativa é de que US 25 bilhões venham de fontes públicas, principalmente contribuições de governos do Norte Global e filantropos como a Fundação Minderoo, apoiada pelo bilionário australiano da mineração Andrew Forrest. (4) Esse dinheiro público pode vir na forma de doações ou, mais provavelmente, de empréstimos de longo prazo, o que significa que os governos do Norte também lucrarão com suas contribuições e receberão seu dinheiro de volta após algumas décadas. O TFIF precisará garantir pelo menos uma parte significativa desse dinheiro público para começar a captar os US 100 bilhões de dólares em capital privado. Por quê? Porque o dinheiro público será usado como garantia de risco para esse capital privado. Sem o dinheiro público como proteção contra o risco, o custo do empréstimo de US 100 bilhões em capital privado seria muito maior.

Assim que o TFIF garantir o total esperado de US 125 bilhões de dólares (ou menos, caso não consiga garantir o valor completo), seus gestores passarão a ser “investidores” do mercado financeiro global, emprestando os US 125 bilhões captados a governos e empresas que precisem de dinheiro. A premissa do TFIF é que os gestores obterão mais lucro com seus investimentos do que o TFIF terá que pagar aos seus próprios ‘investidores’ que forneceram os US 125 bilhões. Se essa aposta funcionar, sobrará dinheiro para ser repassado ao TFFF e ser distribuído a países com florestas tropicais. Mas isso é um grande ‘SE’! Diversos economistas acreditam que, após o pagamento de todas as despesas, incluindo salários, para a operação do TFIF e do pagamento aos ‘investidores’ pelo dinheiro que emprestaram ao TFIF, poderá ter sobrado muito pouco ou nenhum dinheiro para pagar aos países com florestas tropicais. (5)

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Fundo Florestas Tropicais para Sempre: nada para comemorar

Argumentos para rejeitar o TFFF

Há muitas razões para se rejeitar o TFFF. O texto a seguir destaca duas delas: o TFFF se baseia em um sistema financeiro global capitalista e, portanto, fundamentalmente injusto, que tem prejudicado os países do Sul Global com dívidas insustentáveis, e a proposta levará a mais, e não a menos, desmatamento. Os materiais listados ao final deste artigo discutem mais argumentos sobre isso.

1 - O TFFF se baseia em um sistema financeiro global capitalista e, portanto, fundamentalmente injusto, que tem prejudicado os países do Sul Global com dívidas insustentáveis.

Dois aspectos desse sistema financeiro global fundamentalmente injusto são especialmente relevantes. O primeiro é que, para governos e empresas de países do Sul Global, é muito mais caro tomar empréstimos em dólares do que para governos e empresas do Norte Global. Para os primeiros, as taxas de juros estabelecidas em seus países são mais altas e há mais flutuação cambial. Essa é uma das razões pelas quais o TFIF será registrado no Norte Global, provavelmente nos Estados Unidos: o fundo pagará muito menos pelo empréstimo de US 125 bilhões de dólares se estiver registrado nos Estados Unidos do que se estivesse registrado em um país do Sul Global (tomar o mesmo valor em reais brasileiros ou pesos argentinos em vez de dólares também seria muito mais caro). Além disso, poderá obter mais lucro emprestando os US 125 bilhões a governos e empresas do Sul Global, pois estes precisam pagar altas taxas de juros por empréstimos em dólares (além de enfrentar altos riscos cambiais). Essa diferença no custo do empréstimo para governos e empresas do Norte e do Sul, que está no cerne do sistema financeiro global, é a base do modelo de negócios do TFIF. Ele precisa explorar essa injustiça imperialista do sistema financeiro para gerar o lucro que espera obter.

A segunda injustiça da qual o TFIF depende para captar recursos é o endividamento debilitante dos países do Sul Global. Muitos fatores estão por trás dessa crise da dívida no Sul. Entre eles, a longa sombra da dívida imposta aos países recém-independentes pelos seus antigos colonizadores, os regimes comerciais imperiais que reduzem os países do Sul Global a exportadores de matérias-primas a preços baixos, o ajuste estrutural e as políticas de ‘desenvolvimento’ neoliberais do Banco Mundial, bem como o sistema financeiro global que concede privilégios às moedas do Norte, como já mencionado. (6) Para os países do Sul Global, esse endividamento significa estar preso a um ciclo vicioso em que eles têm de contrair cada vez mais empréstimos em condições desfavoráveis, ​​apenas para pagar os juros da sua dívida enquanto ela continua crescendo. Cortes ou privatização dos serviços públicos estão entre os impactos sobre a população.

O cancelamento dessa dívida ilegítima é uma antiga reivindicação do Sul Global e liberaria muito mais do que os US 4 dólares por hectare de floresta que o TFFF talvez pague aos países com florestas tropicais. Mas, em vez de apoiar o cancelamento da dívida, o modelo do TFFF depende da manutenção e do aprofundamento desse endividamento! É por isso que, no final das contas, o dinheiro que o TFFF tem esperança de distribuir para a conservação das florestas tropicais provém, em grande parte, dos próprios países do Sul Global, através do serviço da dívida e dos pagamentos a investidores internacionais, incluindo, neste caso, o TFIF. Pior ainda, apenas uma pequena parte do lucro que o TFIF procura extrair do Sul Global será repassada ao TFFF. A maior parte desse lucro esperado será usada para administrar o TFIF e pagar os investidores (em sua maioria, do Norte Global) que estão emprestando os US 125 bilhões de dólares ao TFIF. Como apontou a CornerHouse: “No geral, o esquema [do TFFF] foi concebido para transferir riqueza do Sul para o Norte”. (7)

2 – Mais, e não menos, destruição florestal

Por diversas razões, o TFIF/TFFF provavelmente levará a mais, e não menos, destruição florestal.

Em primeiro lugar, como tantas iniciativas anteriores de política florestal internacional que prometiam “salvar as florestas tropicais”, o TFFF carece de um plano plausível para enfrentar os fatores de fundo e as causas estruturais do desmatamento. Ele não propõe medidas eficazes para impedir a expansão de megaprojetos de infraestrutura, como usinas hidrelétricas que inundam grandes áreas de floresta ou a rodovia BR-319, no Brasil, que corta a Amazônia. (8) O TFFF também não apresenta propostas concretas para impedir a devastação das florestas que dão lugar à mineração, à exploração industrial de madeira ou à expansão de monoculturas, sejam elas de soja, dendê ou árvores; tampouco inclui um plano para impedir a destruição florestal para exploração de petróleo ou mineração de carvão.

Em segundo lugar, a alegação do TFFF de que os pagamentos anuais de US 4 dólares por hectare são “suficientemente grandes para competir com os problemas político-econômicos atuais que impulsionam a perda florestal” é infundada. Não se apresenta qualquer evidência dessa alegação absurda, que é, na melhor das hipóteses, uma suposição baseada na vontade de acreditar e, na pior, uma piada cínica. A produção de soja, óleo de dendê e outros setores que impulsionam a destruição florestal, como petróleo, mineração e infraestrutura, desfrutam de amplo apoio político e financeiro, além de incentivos, por parte de seus respectivos governos. Os produtores de soja no Brasil, por exemplo,  obtiveram um lucro superior a US 360 dólares por hectare na safra de 2024/2025. (9) É por isso que muitas indústrias extrativas continuam batendo recordes de produção, ano após ano.

Em terceiro lugar, é provável que o TFIF incentive o desmatamento para atingir suas projeções de lucro. Os mercados financeiros nos quais o fundo investirá só prosperam em uma economia capitalista em expansão. Os mercados de títulos – a principal parte dos mercados financeiros na qual o TFIF investirá – foram criados para captar o dinheiro necessário à implementação de grandes projetos industriais lucrativos e com apoio estatal. É para isso que servem os títulos. (10) Eles fornecem dinheiro a grandes projetos de energia, por exemplo, ou à produção de celulose e papel, mineração e agronegócio em grande escala. Hoje, muitas dessas operações – usinas hidrelétricas, mineração de níquel para baterias, etc. – são rotuladas de ‘limpas’ ou ‘verdes’, embora sejam, por definição, atividades que causam muita destruição. Sem fornecer dinheiro para esse ciclo destrutivo, o TFIF não pode gerar os lucros que espera repassar ao TFFF como pagamentos por ‘conservação florestal’. O modelo de negócios do TFIF, portanto, depende de investimentos nos mesmos tipos de atividades industriais que um fundo que visa interromper o desmatamento teria que parar, em vez de investir nelas.

3 – Mesma lógica do REDD

O REDD continuará prejudicando os povos da floresta, operando em conjunto com o TFFF. Os defensores do fundo deixaram bem claro que, na mesma floresta pela qual um governo recebe US 4 dólares por hectare do TFFF, uma empresa privada de carbono pode executar um projeto de REDD ou o governo pode vender créditos de carbono por meio de um programa de REDD jurisdicional. A expectativa é de que o TFFF seja um dinheiro a mais em relação ao REDD, e não uma substituição ao dinheiro do carbono, sob o argumento de que o que vem para a conservação florestal através do REDD seria insuficiente. (11)

Mas o TFFF pretende operar com a mesma lógica do REDD: transformar a crise climática em oportunidades de negócios para o capital financeiro enquanto transfere às pessoas os seus custos, riscos e impactos. Assim como o REDD, o TFFF financeiriza as florestas mais rapidamente, o que significa que o capital financeiro, e não os povos da floresta, tem cada vez mais controle sobre o que se pode e o que não se pode fazer em uma floresta.

Crescente oposição à máquina de extrair riqueza do TFFF

Muitos manifestos e petições que se opõem ao TFFF contestam sua proposta de arrecadar dinheiro explorando os mesmos mercados de capitais financeiros e o regime de comércio global que extraíram riqueza e matérias-primas do Sul Global, mantendo-o pobre e o sobrecarregando com um endividamento insustentável. Eles destacam que, em vez de pressionar os países industrializados a pagarem suas dívidas climáticas históricas ou a liberarem fundos por meio do cancelamento da dívida ilegítima que sobrecarrega os países do Sul global, o TFFF aprofunda a dependência em relação a esse sistema financeiro global estruturalmente injusto e vincula a proteção florestal aos interesses do mercado de capitais sob controle do Banco Mundial.

No Manifesto em defesa dos territórios e da soberania alimentar contra os mercados da natureza, 55 organizações de agricultores, pescadores, povos indígenas e afrodescendentes, movimentos sociais, coletivos territoriais e ativistas de direitos humanos e ambientais de 14 países da América Latina e do Caribe “denunciam os mecanismos de financeirização no âmbito das políticas climáticas, em particular o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF)”. O manifesto destaca que, devido à forma como o TFFF pretende arrecadar o dinheiro que espera distribuir aos países com florestas tropicais, “em última análise, são os próprios contribuintes do Sul Global que terão que financiar a proteção de florestas historicamente desmatadas por grandes empresas de países do Norte, além de garantir retornos para as elites financeiras”. (12) O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), do Brasil, observa que “apesar de ser anunciado como uma grande novidade, o Fundo demarca a ampliação da financeirização da natureza sobre as florestas tropicais. Não resolve problemas centrais como o desmatamento e queimadas destes biomas, além de transformar em ativo financeiro a floresta, que assume a função de assegurar o máximo lucro de investidores do Norte Global”. (13) A coalizão África: Faça os Grandes Poluidores Pagarem, composta por 32 membros, exigiu que os líderes mundiais rejeitem o “instrumento de lucro disfarçado de ação climática” e apontou que “um por cento dos gastos militares globais já proporcionaria seis vezes o desembolso anual previsto do TFFF, sem expor os países a riscos financeiros”. (14) A Campanha Global para Exigir Justiça Climática (DCJ, na sigla em inglês) rejeita o TFFF, “uma falsa solução que aprofunda a financeirização e a mercantilização das florestas em vez de protegê-las”. (15) A Declaração das Organizações da Sociedade Civil sobre o Lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), emitida pela Global Forest Coalition e assinada por mais de 200 organizações (até 24 de novembro de 2025), salienta que o “Banco Mundial terá uma influência significativa sobre o TFFF”. (16) Em seu posicionamento sobre o fundo, a Friends of the Earth International salienta que a estrutura institucional do TFFF “reproduz padrões coloniais em que os países do Sul, e principalmente as suas comunidades florestais, tornam-se receptores passivos de decisões tomadas por países e centros financeiros do Norte em relação aos seus territórios e recursos naturais”, e “exige o cancelamento da dívida e reparações históricas pela dívida climática dos países do Norte, e se opõe a mecanismos que exacerbam a dívida injusta dos países do Sul”. (17) O documento “PARAR o TFFF Agora!”, uma declaração assinada por mais de 200 organizações de 43 países (até 24 de novembro de 2025) denuncia que “o TFFF faria com que investidores ricos que lucram com a destruição florestal parecessem defensores das florestas” e “reforçaria implicitamente padrões capitalistas, racistas, colonialistas e patriarcais de destruição”. (18)

A resistência continua enquanto os proponentes lutam para arrecadar fundos para dar início ao TFFF

Os esforços de arrecadação de fundos do governo brasileiro para garantir anúncios de US 25 bilhões de dólares em financiamento de ‘patrocinadores’ durante a COP30 não deram resultado: menos de 25 por cento desse valor foi anunciado, com apenas uma pequena parte em compromissos incondicionais. (19) Mesmo assim, os proponentes do TFFF continuam promovendo a proposta. Foi estabelecido um novo prazo para garantir um mínimo reduzido de US10 bilhões de dólares em ‘financiamento inicial’ no final de 2026, e alguns proponentes afirmam que o fundo também poderia operar com apenas US 50 bilhões de dólares. Os críticos apontam que um “Mini-TFFF” desse tipo ainda custaria cerca de US 200 milhões de dólares anualmente para pagar investidores e custos administrativos, e “poderia acabar remunerando seus próprios investidores em vez de florestas”.

Enquanto a ameaça do TFFF permanecer em pauta, é importante continuar insistindo nas razões pelas quais o TFFF deve ser contido e pelas quais ele não impedirá o desmatamento. Abaixo, listamos alguns materiais para ajudar a divulgar as razões pelas quais o TFFF não é motivo para comemoração e por que é importante dizer não a mais essa recente ideia de política florestal internacional imposta de cima para baixo, que reforça a opressão capitalista-colonialista e explora o endividamento debilitante dos países do Sul Global.

Materiais com mais argumentos para rejeitar a proposta de Financeirização Mais Rápida das Florestas do Mecanismo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF):

    •  Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais (WRM): O TFFF: Uma nova armadilha para povos e florestas do Sul Global.
    •  The CornerHouse: Espólios de um colonialismo continuado: O Fundo Florestas Tropicais para Sempre.
    • Global Forest Coalition (GFC): NO to TFFF, YES to Forest Rights.
    •  Friends of the Earth International: Analysis of the Tropical Forest Forever Facility. Posicionamento da Friends of the Earth International.
    •  Movimento Sem Terra (MST): TFFF: por que não devemos celebrar o colonialismo verde sobre nossas florestas?
    •  PARAR o TFFF agora!” Declaração ainda aberta a assinaturas de organizações, movimentos e coletivos. Disponível em https://www.wrm.org.uy/pt/node/20790
    • PROGRAMA POTYRÕ: Especial TFFF: dinheiro para proteção da floresta vem das mesmas empresas que a destroem.

Referências

    (1) Para mais informações, veja ‘The Tropical Forests Forever Facility: “The worst conservation fund ever?”’ on REDD-Monitor.  
    (2) Third World Network. Review of the Tropical Forest Investment Fund.
    (3) Para mais informações sobre o “teste de desmatamento” no qual os países têm de passar para receber pagamentos, consulte o capítulo “Qual a probabilidade de países com florestas tropicais passarem no ‘teste do desmatamento’” na publicação do WRM “O TFFF: Uma nova armadilha para povos e florestas do Sul Global”.
    (4) REDD-Monitor. The Tropical Forest Forever Facility has raised just over US$2 billion. Almost entirely from Brazil and Indonesia.
    (5) REDD-Monitor. The Tropical Forest Forever Facility has raised just over US$2 billion. Almost entirely from Brazil and Indonesia.
    (6) Veja, por exemplo: Jubileu Sur Brasil. Brasil, 200 anos de (in)dependência e dívida ou Debt Justice. Colonialism and Debt. Colonialism and Debt. The global economy is shaped by a history of exploitation. Learn more about the links between colonialism and debt. 
    (7)  The CornerHouse. Spoils of a Continuing Colonialism: The Tropical Forest Forever Facility.  
    (8) Philip Fearnside. The mire of Brazil’s BR-319 highway: Deforestation, development, and the banality of evil (commentary).
    (9) DW, 2025. Desmatamento para cultivo de soja volta a assombrar Amazônia e IMEA, Senar MT, 2025. “Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation, and Amortization (EBITDA) of soybeans in Mato Grosso showed a recovery in the 2024/25 harvest compared to the previous cycle, reaching BRL 1,961.45 [USD 363.65] per hectare” (p. 16).
    (10) Boletim do WRM 257. O mundo da especulação e os títulos verdes.    
    (11) Christ REDD Monitor. The Tropical Forest Forever Facility has raised just over US$2 billion. Almost entirely from Brazil and Indonesia.
    (12) Manifesto in defense of territories and food sovereignty against nature markets, 2025.
    (13)  MST, 2025. TFFF: por que não devemos celebrar o colonialismo verde sobre nossas florestas?
    (14)  Businessday, 2025. African bloc rejects Brazil’s $125bn forest fund over fears of corporate capture.
    (15)  DCJ, 2025. Quotesheet: Tropical Forest Forever Facility or The Fake Forest Fund?
    (16)  GFC, 2025. NO to TFFF, YES to Forest Rights.
    (17)  FoEI, 2025. FoEI’s analysis of the Tropical Forest Forever Facility.
    (18)  PARAR o TFFF agora!  
    (19)  REDD-Monitor. The Tropical Forest Forever Facility has raised just over US$2 billion. Almost entirely from Brazil and Indonesia.