O dia 14 de março é o Dia Internacional de Luta Contra as Barragens, pelos Rios, pela Água e pela Vida. Em solidariedade a essa luta, recomendamos o artigo “O impacto das barragens e dos reassentamentos na vida da mulher”, que traz exemplos muito concretos de como os projetos hidrelétricos na Malásia impactam a vida dos povos indígenas, em especial, das mulheres.
O dia 14 de março é o Dia Internacional de Luta Contra as Barragens, pelos Rios, pela Água e pela Vida e, em solidariedade a essa luta, recomendamos o artigo “O impacto das barragens e dos reassentamentos na vida da mulher”, que traz exemplos muito concretos de como os projetos hidrelétricos na Malásia impactam a vida dos povos indígenas, em especial, das mulheres. Embora escrito em 2004 - quando, por exemplo, a citada Hidroelétrica Kelau, concluída em 2015, ainda era um projeto -, o texto é extremamente atual. Entre os impactos mencionados no artigo: as mulheres são as que menos recebem indenizações por terem menos acesso a terras tituladas em comparação com os homens; elas sofrem os maiores impactos após o reassentamento forçado por causa de um projeto de barragem: precisam andar trechos mais longos para colher frutos nas matas, fazer a pesca nos rios ou buscar água; atividades que antes eram feitas em casal, como a caça, se tornam muito mais onerosas e as mulheres acabam ficando em casa tendo seu papel social restrito às “funções de gênero” da sociedade urbana (como cuidar da casa e dos filhos apenas; problemas relacionados a uma má nutrição e ao estresse provocado pelo desarraigamento de seus lares e tudo o que isso implica, também afetaram mais as mulheres. Com fartos exemplos, o artigo apresenta esses impactos que podem ser verificados em muitas outras comunidades impactadas por barragens e que, como o próprio texto reforça, é “o preço pago pelo ‘desenvolvimento’”. Vale a leitura! O impacto das barragens e dos reassentamentos na vida da mulher