Os Povos das florestas têm enfrentado a destruição de seus territórios feita em nome da ‘energia limpa’ e da ‘transição energética’. E, mais uma evidência de que ambas só existem no papel, também lutam contra a devastação causada pela produção da principal fonte de energia hoje: os combustíveis fósseis.
Bulletin 279 - Julho 2026
NOSSO PONTO DE VISTA
ENERGIA QUE LIMPA A FLORESTA DO MAPA
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8 Julho 2026Um panorama da relação entre a extração de petróleo e gás, o desmatamento e os grandes derramamentos de petróleo ocorridos nas últimas décadas no Delta do Níger, uma das principais regiões produtoras de petróleo da África, na Nigéria. Esses impactos levaram comunidades da região a lutar contra gigantes do setor petrolífero, como a Shell.
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8 Julho 2026O que se promove em nível global como ‘energia limpa’ está revelando a expansão das fronteiras da extração mineral, definidas por conflitos e tensões transfronteiriças. Nas bacias do Mekong e do Salween, a mineração está destruindo florestas e poluindo rios e bacias hidrográficas, principalmente em Mianmar, um dos maiores exportadores mundiais de ‘terras raras’.
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8 Julho 2026Em um contexto de repressão, o governo do Equador corre contra o tempo para dar início à construção da maior usina hidrelétrica do país. Esse projeto pode devastar dezenas de comunidades do Povo Shuar, além de submergir uma vasta área de território ancestral em plena floresta amazônica equatoriana.
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8 Julho 2026Décadas de produção industrial de energia destruíram imensas áreas de floresta no Sudeste Asiático. A onda da ‘transição energética’ está desencadeando uma grande quantidade de novas atividades que aumentam o desmatamento na região. Os programas de conservação florestal, por sua vez, atribuem a culpa por esse desmatamento às comunidades que dependem das florestas.
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8 Julho 2026O Brasil tem planos de impulsionar a produção de gás nos próximos anos e investir bilhões de reais em infraestrutura do setor. Entre os projetos previstos está um gasoduto que pode cruzar centenas de quilômetros da Floresta Amazônica, impulsionar atividades industriais predatórias e impactar diversas comunidades.
DOS ARQUIVOS DO BOLETIM DO WRM
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8 Julho 2026Mais de 20 anos depois, a disputa por minerais retratada no artigo publicado pelo WRM segue alimentando um violento conflito na República Democrática do Congo. E a análise que o artigo lança segue atual: “por trás do mito das rivalidades étnicas estão as antigas potências coloniais que continuam saqueando as riquezas da África pós-colonial”.
RECOMENDADOS
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8 Julho 2026Em uma entrevista para a série “A construção política da IA”, produzida pela organização turca bianet.org, Larry Lohmann, da The Corner House e membro do Comitê Consultivo do WRM, caracteriza a inteligência artificial (IA) como uma forma de “colonialismo de máquinas” marcada por um consumo de energia que cresce indefinidamente e pela apropriação brutal de água e mão de obra barata ou gratuita.
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8 Julho 2026“A festa do porco: colonialismo nos nossos tempos” é um documentário que traça um vívido retrato de Papua e seus povos indígenas artificialmente separados pelo colonialismo e que sofrem com sua opressão até hoje. Destaca-se a resistência indígena contra os grandes empreendimentos destrutivos, principalmente o Projeto Estratégico Nacional Merauke, com 2,5 milhões de hectares, atualmente o maior esquema de desmatamento do mundo.
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8 Julho 2026Convidamos os leitores a somarem esforços na campanha para impedir a expansão da fronteira petrolífera na Amazônia equatoriana. São 3 milhões de hectares da floresta amazônica que seriam entregues a empresas petroleiras, impactando inúmeros Povos Indígenas.
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8 Julho 2026O Observatório da Transição Energética é uma plataforma de monitoramento dos impactos gerados por empreendimentos de suposta ‘energia limpa’ sobre territórios indígenas e quilombolas, unidades de conservação e assentamentos de reforma agrária no Brasil.