Bolívia

É impossível pensar em extração sem pensar em uma vasta rede de infraestrutura complementar e, portanto, em desmatamento e destruição ainda mais amplos.
O estudo “Amazônia na Encruzilhada”, da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG) apresenta uma visão geral da pressão causada pelas estradas em Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. De acordo com o relatório, dos 136 mil quilômetros de extensão mapeados na região, pelo menos 26 mil se sobrepõem a áreas naturais protegidas e territórios indígenas. Por exemplo, na Amazônia brasileira, o relatório afirma que a maior parte do desmatamento ocorre nas proximidades das estradas.
Uma equipe de jornalistas de cinco países latino-americanos investigou como grupos de traficantes conseguem roubar e processar madeira da Amazônia. Um artigo publicado no portal de notícias Mongabay denuncia como a madeira de origem ilegal de Peru, Bolívia, Brasil, Equador e Colômbia é incorporada ao mercado internacional com documentos oficiais falsificados, que quase nunca são verificados.
Os incêndios na Amazônia estão acontecendo com mais frequência e intensidade. Mas quem realmente está queimando as florestas?
Como colocar a sustentabilidade da vida no centro dos debates
REDD: Uma coleção de conflitos, contradições e mentiras apresenta resumos de relatos de 24 projetos ou programas de REDD com algo em comum: todos têm uma série de características estruturais que prejudicam os direitos dos povos da floresta ou não conseguem enfrentar o desmatamento.
Somos considerados a periferia da periferia
Foto: volunteerlatinamericablog.com O espírito veio em forma de corvo, me levou para cima e me disse: “Olha para Eami* esta noite. Podes ver muitos fogos acesos. São as fogueiras do teu povo ayoreo que iluminam tudo”. Seguimos voando e as luzes se apagavam, uma a uma. “Este é o futuro do teu povo O monte se escurece porque os ayoreos já não vivem nele. Tudo se transforma em escuridão”.
Em 1º de dezembro passado, celebrou-se o 4º Fórum Social Pan-Amazônico, em Cobija, na Amazônia boliviana, tríplice fronteira entre Peru, Brasil e Bolívia. “Sob a proteção da seringa e da castanha, símbolos da Amazônia boliviana”, os povos amazônicos lançaram um chamamento pela unidade para transformar o mundo.
Às 9 da manhã de quarta-feira, 4 de dezembro, membros uniformizados da Polícia Nacional queimaram casas e plantações de colonos e famílias de Bilsa, distrito de Muisne, província de Esmeraldas. A comunidade habita o lugar desde épocas ancestrais e tem se dedicado à coleta de caranguejos e à agroecologia. Trata-se de pessoas que vivem nessas terras há mais de 20 anos, o que lhes dá direito à titulação, conforme o que dita o Código Civil.
El 1 de diciembre pasado se celebró el VI Foro Social Panamazónico en Cobija, tierra amazónica de Bolivia, triple frontera entre Perú, Brasil y Bolivia. “Bajo la protección de la seringa y la castaña, símbolos de la Amazónia Boliviana”, los pueblos amazónicos lanzaron un llamado por la unidad para transformar el mundo.