Honduras

Na Mesoamérica, a expansão das monoculturas de dendê é uma das principais causas de desmatamento. Uma troca de experiências reuniu representantes de comunidades indígenas e camponesas para conectar suas resistências.
Conversa online realizada em 21 de Setembro de 2020, em comemoração ao Dia Internacional de Luta contra as Monoculturas de Árvores. Organizada pela Rede Latino-Americana contra as Monoculturas de Árvores (Recoma). As plantações não são florestas!
O relatório State of Power 2018 (Situação do Poder 2018) do Transnational Institute destaca três entrevistas com mulheres ativistas que demonstraram coragem, determinação e criatividade incríveis para enfrentar o poder das grandes empresas e a violência do Estado.
(Disponível apenas em espanhol) Compartimos este documental sobre la expansión de monocultivos de palma aceitera y piña en América Latina, realizado por Aldo Santiago, periodista mexicano independiente, y Claudia Ramos, integrante de la organización Otros Mundos A.C./Amigos de la Tierra México.
Desde a ratificação da Convenção 169 da OIT, em 1995, os povos indígenas de Honduras passaram a exigir a criação de um mecanismo de consulta para obter o Consentimento Prévio, Livre e Informado (CPLI), diante da avalanche de programas e projetos de “desenvolvimento” que colocam em risco a sobrevivência de nossos povos como culturas diferenciadas.
A atual onda de assassinatos visando diretamente ativistas ambientais e feministas requer uma reflexão que inclua uma perspectiva de gênero. Muitos projetos comunitários baseados no modelo cooperativo de autogestão estão sendo liderados por mulheres – mulheres que são conscientes de si mesmas e querem ser livres da exploração, seja trabalhista, material, cultural ou patriarcal –, e que não compreendem sua libertação se suas irmãs também não forem libertadas.
Desde 2013, o Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras (COPINH) exigiu que os bancos FMO (Holanda), Finn Fund (Finlândia) e Banco Centro-Americano de Integração Econômica (BCIE) se retirassem do projeto “Agua Zarca”, no sagrado rio Gualcarque, por sua vinculação com a desapropriação e a morte na comunidade de Río Blanco. Até o momento, nenhum dos três bancos concretizou sua saída do projeto, mesmo que o FMO e o Finn Fund a tenham anunciado desde maio de 2016.
Mais de 120 pessoas foram mortas em Honduras desde 2009 por enfrentar empresas que tomam terras e destroem florestas, segundo um relatório publicado em janeiro de 2017 pela Global Witness. O relatório homenageia a defensora dos direitos humanos Berta Cáceres, assassinada em 2 de março de 2016, quando homens armados invadiram sua casa no meio da noite e a mataram.
Disponível apenas em espanhol. Convocatoria del COPINH (Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas de Honduras):