Definição de florestas da FAO

A definição adotada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) reduz a floresta a um amontoado de árvores e, consequentemente, considera as plantações de monoculturas como florestas. Na realidade, essas plantações causam desmatamento. Essa definição também ignora as comunidades humanas, outras espécies vivas e a complexa rede de interação entre elas. Por ser amplamente usada por governos, empresas e processos internacionais relacionados a florestas, muitas organizações vêm demandando que a FAO mude sua definição enganosa de “floresta”.

A violência, os massacres e os deslocamentos forçados no contexto do conflito armado na Colômbia têm contribuído para o avanço das plantações industriais de dendê. No município de Mapiripán, a Poligrow cumpre um papel inegável na apropriação de terras e na intimidação.

Este editorial pretende fazer um alerta em relação às agendas empresariais que dominam os processos internacionais relacionados às florestas, e que parecem estar entrando em novas fases. As decisões têm impactos muito concretos para as comunidades florestais.

Este artigo destaca alguns desses conceitos, relacionados a florestas, que costumam ser apresentados como algo positivo, mas, na realidade, sirvam a interesses econômicos que as prejudicam e, portanto, prejudicam as comunidades que dependem das florestas.

A OLAM, com sede em Cingapura, garantiu acesso a 500 mil hectares de terra para estabelecer grandes plantações de dendezeiros no Gabão, um país com 85% de cobertura florestal. Sendo assim, como a empresa pode afirmar que tem compromisso com “desmatamento zero”?

Milhões de hectares na Malásia, principalmente de florestas, têm estado na mira para o desenvolvimento de monoculturas – incluindo a expansão de plantações para produção de madeira.

Desde que a vegetação nativa no entorno de Quito foi destruída para dar lugar a plantações de eucalipto e pínus, os incêndios que a cidade enfrenta a cada ano vêm se intensificando.