Argentina

O que uma historiografia chama de expansão civilizatória ou do capital, na verdade tem sido invasão e desterritorialização de povos e comunidades com muita violência epistêmica e territorial. As concessões vêm sendo feitas em áreas que não são vazios demográficos, conceito colonial que ignora que essas áreas são ocupadas há milênios.
O governo argentino continua subsidiando as plantações industriais de árvores, agora também como política contra as mudanças climáticas. Da expropriação e da apropriação de terras ao desmatamento e ao aumento dos incêndios, os pinus vêm devastando territórios e comunidades.
A entidade argentina Productores Independientes de Piray se organizou para frear a monocultura do pinus e a empresa Alto Paraná, adquirida em 1996 pela multinacional de celulose Arauco. As agricultoras e os agricultores resistiram e conseguiram algo raramente visto: a expropriação das terras da multinacional. Elas e eles também produzem alimentos para a soberania alimentar.
Conversa online realizada em 21 de Setembro de 2020, em comemoração ao Dia Internacional de Luta contra as Monoculturas de Árvores. Organizada pela Rede Latino-Americana contra as Monoculturas de Árvores (Recoma). As plantações não são florestas!
O Ministério da Agricultura Familiar, Coordenação Territorial e Desenvolvimento, em Misiones, na Argentina, assinou um convênio para desenvolver o cultivo de milho transgênico, de alta produtividade, em Misiones e no Nordeste de Corrientes, com o objetivo de produzir e exportar – desses territórios – mais de um milhão de toneladas para o Brasil. Isso coloca em risco a já ameaçada biodiversidade de sementes nativas e crioulas da província, bem como a soberania alimentar.
Nos últimos dez anos, por meio de organização e luta, famílias do nordeste da Argentina conseguiram recuperar terras monopolizadas pela multinacional Arauco, onde agora cultivam alimentos.
Documentário que narra a recuperação do território expropriado da multinacional Arauco pela cooperativa de Produtores Independentes de Piray (PIP) em Misiones, na Argentina. Após 14 anos de luta, eles demonstram que outro modelo produtivo é possível. Hoje, a cooperativa faz agricultura familiar orgânica onde, anos atrás, havia apenas monoculturas de pínus e eucaliptos.
Córdoba, localizada na região central da Argentina, é uma das cinco maiores províncias do país. Entre 1904 e 2004, perdeu 95% da sua floresta nativa, principalmente como resultado da expansão da agricultura em grande escala. Seus índices anuais de desmatamento estão entre os mais altos do mundo, com graves consequências para o meio ambiente, a saúde e a soberania alimentar da população, de acordo com pesquisadores da Universidade Nacional de Córdoba (1).
A Universidade de Harvard, por meio da Harvard Management Company (HMC), é dona do maior fundo de investimentos do mundo, que opera 32 bilhões de dólares por ano. Desse total, cerca de 15% são dedicados a investimentos florestais no mundo.
“¿Por qué luchar contra el fracking?” video em espanhol, com legendas em inglês e francês,