Uruguai

Foi apresentada uma demanda ao Comitê de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (CDESC) da ONU para verificar os impactos negativos e possíveis violações aos direitos humanos no Uruguai devido às condições estabelecidas no contrato de investimento firmado entre a multinacional finlandesa UPM e o governo, para instalar uma nova fábrica de celulose no país.
Integrantes do Movimento por um Uruguai Sustentável (Movus) denunciam na Justiça que a empresa de celulose UPM não cumpriu as condições ambientais que permitiram a instalação de sua nova fábrica de celulose no departamento de Durazno, Uruguay. Exigem a suspensão das obras em andamento enquanto esses requisitos não forem totalmente atendidos.
Conversa online realizada em 21 de Setembro de 2020, em comemoração ao Dia Internacional de Luta contra as Monoculturas de Árvores. Organizada pela Rede Latino-Americana contra as Monoculturas de Árvores (Recoma). As plantações não são florestas!
Organizações sociais de Uruguai, Finlândia e outros países, juntamente com  profissionais de renome, apresentaram os resultados de pesquisas científicas realizadas nos últimos 15 anos acerca dos impactos das monoculturas de árvores sobre as pastagens, refutando a “maquiagem verde” da empresa UPM, que se anuncia como líder mundial na luta contra as mudanças climáticas, a defesa da biodiversidade e o manejo sustentável da água.
Subscreva a esta carta para denunciar a maquiagem verde da multinacional finlandesa UPM, que está tentando instalar uma nova fábrica de celulose e expandir as monoculturas de árvores no Uruguai.
No final de julho de 2019, a UPM confirmou que instalará uma segunda fábrica de celulose no Uruguai. Esse megaprojeto produzirá até 2,33 milhões de toneladas de celulose por ano, o que acarretará importantes danos ambientais, sociais e culturais. O projeto não tem licença social. Várias organizações sociais, grupos de cidadãos locais e interessados expressaram suas preocupações com as maneiras em que o megaprojeto afetará suas vidas, e suas preocupações não foram abordadas adequadamente pelo processo de consulta pública.
É impossível pensar em extração sem pensar em uma vasta rede de infraestrutura complementar e, portanto, em desmatamento e destruição ainda mais amplos.
Como condição para instalar sua segunda fábrica de celulose, a UPM exigiu que o governo uruguaio construa uma nova ferrovia, do local onde a empresa planeja sua fábrica até o porto. Os custos dos projetos de infraestrutura a serviço da UPM serão pagos pelo governo.
A empresa finlandesa UPM planeja instalar sua segunda fábrica de celulose no Uruguai – uma das maiores do mundo – para produzir mais de 2 milhões de toneladas por ano. O projeto exige um novo traçado da ferrovia e um terminal portuário para a empresa, além da ampliação das linhas de distribuição elétrica de alta tensão e de várias plantas de processamento em uma zona franca.
Em 2017, a empresa finlandesa UPM assinou um contrato com o governo uruguaio para instalar uma terceira megafábrica dedicada à produção de celulose. O projeto está sujeito a condições exorbitantes impostas pela multinacional.
Em solidariedade ao Dia Internacional de Luta Camponesa. Um dia para recordar, intensificar a luta e se mobilizar coletivamente contra a perseguição e a violência que camponeses e camponesas sofrem diariamente, no mundo todo.