República Centro-Africana

Como o sigilo e os esquemas fraudulentos na agricultura industrial são um desastre para as florestas tropicais da Bacia do Congo
Em solidariedade ao Dia Internacional de Luta Camponesa. Um dia para recordar, intensificar a luta e se mobilizar coletivamente contra a perseguição e a violência que camponeses e camponesas sofrem diariamente, no mundo todo.
Um novo relatório da Survival International documenta casos graves de abusos generalizados e sistemáticos cometidos contra os direitos humanos, entre 1989 e os dias de hoje, em Camarões, República do Congo e República Centro-Africana, por guardas de unidades de conservação financiados e equipados pelo World Wildlife Fund (WWF) e a Wildlife Conservation Society (WCS), a organização que dirige o zoológico do Bronx, em Nova York.
O relatório pretende chamar a atenção para as violações e ameaças enfrentadas pelos defensores do meio ambiente na África Central e, especificamente, na Bacia do Congo. O relatório é baseado em dois estudos. O primeiro diz respeito ao marco jurídico para a proteção dos ambientalistas na África Central e o segundo trata da inclusão dos direitos das comunidades nos países da África Central.
Um vídeo produzido pela GRAIN mostra como as mulheres rurais na África Ocidental estão trabalhando para proteger a produção tradicional de óleo de dendê diante da expansão destrutiva das plantações de dendezeiros industriais. Veja o vídeo em espanhol, inglês e francês em: https://www.grain.org/es/article/entries/5467-west-african-women-defend-traditional-palm-oil
Disponível apenas em inglês ou espanhol. por Oilwatch y el Movimiento Mundial por los Bosques Esta publicación fue producida conjuntamente entre Oilwatch y el Movimiento Mundial por los Bosques Tropicales (WRM) para su distribución (en inglés) en la Séptima Conferencia de las Partes del Convenio sobre Diversidad Biológica realizada en Kuala Lumpur, Malasia, en febrero de 2004.
Um relatório da Rainforest Foundation, do Reino Unido, mostra como as tentativas de manejo florestal comunitário na Bacia do Congo ainda não conseguiram transferir direitos ou benefícios significativos às comunidades locais. Apenas cerca de 1% do total da Bacia está sob controle ou gestão formais das comunidades locais, enquanto a exploração de madeira em escala industrial representa, de longe, o maior uso da terra na região.
Em 2013, a República Centro-Africana mergulhou em um conflito que já custou mais de 5.000 vidas e desalojou mais de um milhão de pessoas. Quando o grupo insurgente Seleka tomou o poder, em um golpe de Estado sangrento, os rebeldes foram mandados às florestas tropicais do país. Ali, fizeram acordos lucrativos com empresas madeireiras que ajudaram a financiar uma campanha feroz de violência contra a população do país.