Colômbia

A falsa ideia de que as plantações industriais são uma solução para a crise climática é uma oportunidade de ouro para fundos de investimento como o Arbaro, que usa o escasso financiamento climático para expandir monoculturas destrutivas.
A violência, os massacres e os deslocamentos forçados no contexto do conflito armado na Colômbia têm contribuído para o avanço das plantações industriais de dendê. No município de Mapiripán, a Poligrow cumpre um papel inegável na apropriação de terras e na intimidação.
A ONG Global Witness divulgou recentemente seu relatório de 2019 sobre a violência contra os defensores da terra e do meio ambiente – aqueles que estão na linha de frente da resistência à devastação e à exploração de pessoas e territórios. O relatório evidencia que 2019 foi o ano com o maior número de pessoas assassinadas desde 2012, quando a ONG começou a publicar dados. Um total de 212 defensores da terra e do meio ambiente foi morto em 2019, uma média de mais de quatro pessoas por semana. Mais da metade de todos os assassinatos relatados ocorreram em dois países: Colômbia e Filipinas.
Conversa online realizada em 21 de Setembro de 2020, em comemoração ao Dia Internacional de Luta contra as Monoculturas de Árvores. Organizada pela Rede Latino-Americana contra as Monoculturas de Árvores (Recoma). As plantações não são florestas!
Essa é a mensagem de mais de 80 organizações para o Conselho do GCF, em 17 de agosto de 2020. As organizações pedem que o Conselho rejeite dois pedidos de financiamento dos governos da Indonésia e da Colômbia.
Convidamos as organizações a assinar esta carta aberta aos membros do Conselho do Fundo Verde para o Clima até segunda-feira, 17 de agosto.
Diferentes movimentos, organizações e redes nacionais e internacionais condenam e denunciam vigorosamente os assassinatos sistemáticos e seletivos de camaradas de organizações rurais e urbanas na Colômbia, sem que o governo ou instituições multilaterais tenham acompanhado de forma responsável os assassinatos e massacres. Desde 6 de março, quando foi relatado o primeiro caso de COVID-19 na Colômbia, mais de vinte líderes sociais foram assassinados.
O Tribunal Superior do Vale do Cauca proferiu uma decisão contrária à empresa de plantações industriais Smurfit Kappa Cartón Colombia, depois de mais de 50 anos de luta das comunidades camponesas, que enfrentaram todos os tipos de destruição ambiental e social.
É impossível pensar em extração sem pensar em uma vasta rede de infraestrutura complementar e, portanto, em desmatamento e destruição ainda mais amplos.
O estudo “Amazônia na Encruzilhada”, da Rede Amazônica de Informação Socioambiental Georreferenciada (RAISG) apresenta uma visão geral da pressão causada pelas estradas em Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela. De acordo com o relatório, dos 136 mil quilômetros de extensão mapeados na região, pelo menos 26 mil se sobrepõem a áreas naturais protegidas e territórios indígenas. Por exemplo, na Amazônia brasileira, o relatório afirma que a maior parte do desmatamento ocorre nas proximidades das estradas.
Uma equipe de jornalistas de cinco países latino-americanos investigou como grupos de traficantes conseguem roubar e processar madeira da Amazônia. Um artigo publicado no portal de notícias Mongabay denuncia como a madeira de origem ilegal de Peru, Bolívia, Brasil, Equador e Colômbia é incorporada ao mercado internacional com documentos oficiais falsificados, que quase nunca são verificados.