Oceania (geral)

Em Dezembro de 2015, o Acordo de Paris foi celebrado com grande alarde – no marco da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), que estabelece novas medidas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa (GEE), responsáveis ​​pelo aquecimento global.
**Este artigo é baseado em uma conversa entre Winnie Overbeek, coordenador internacional do Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais, e a GRAIN, em setembro de 2014, que foi publicada pela GRAIN em “Planet palm oil”. As informações foram atualizadas para este artigo.
À medida que se aproximam as negociações climáticas da ONU, em dezembro, há apenas uma grande iniciativa intergovernamental sobre clima e agricultura, e ela é controlada pelas maiores empresas de fertilizantes do mundo. A Aliança Mundial para a Agricultura Inteligente para o Clima, lançada em 2014, na Cúpula da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Nova York, é o resultado de vários anos de esforços por parte do lobby dos fertilizantes para bloquear ações significativas sobre a agricultura e as alterações climáticas.
As negociações sobre o clima em Paris, em dezembro deste ano, são consideradas uma última oportunidade para os governos do mundo se comprometerem com metas vinculantes que possam deter nossa marcha rumo ao caos climático. Porém, na contagem regressiva para Paris, muitos desses mesmos governos assinaram ou estão pressionando por uma série de ambiciosos acordos comerciais e de investimento que impediriam as medidas necessárias para enfrentar a mudança climática.
Concebido em 2012 por um grupo de indivíduos, organizações e redes, o movimento “Sim à vida, não à mineração” está empenhado em tomar medidas contra o impacto cada vez mais devastador da indústria da mineração. Eles buscam conectar as comunidades que estão dizendo NÃO à mineração em todo o planeta, a fim de colaborar através da solidariedade e apoiar uns aos outros para se manter firmes.
Este relatório da organização The Corner House explora a pergunta “qual é a alternativa aos atuais sistemas de energia”, no contexto de uma crise climática crescente e uma incerteza cada vez maior sobre o futuro dos combustíveis fósseis. Na política energética de hoje em dia, o principal conflito se dá entre as próprias propostas alternativas.