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Durante décadas, governos e agências intergovernamentais, como a ONU ou o Banco Mundial, têm se ocupado procurando formas de permitir que o fluxo de grandes investimentos e projetos continue – não importando as consequências. Apesar de os combustíveis fósseis serem a principal causa das mudanças climáticas, vemos empresas de petróleo, carvão e gás expandindo atividades de extração.
Por Oilwatch. Este documento tem o objetivo de apresentar os compromissos e esforços que os povos, nacionalidades e comunidades estão fazendo para a não extração de petróleo, gás ou carvão, como forma de contribuição para evitar o desastre climático. Junto a esses compromissos está nossa demanda a Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC) e aos governos para que reconheçam, respeitem, promovam e protejam este tipo de ações, cuja meta é proteger o clima e a vida no planeta.
A 21a Conferência das Partes da Convenção sobre o tema das Mudanças Climáticas acontecerá en Le Bourget, França, entre 30 de novembro e 11 de dezembro. Nesta seção reunimos alguns materiais que tratam das falsas soluções que têm sido propostas nessas Conferências  até o momento, por exemplo o REDD
Uma nova publicação conjunta da GRAIN e do Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais (WRM) examina os perigos para as comunidades camponesas de um dos principais mecanismos do mercado de carbono, a ser discutido na próxima Cúpula da ONU sobre Mudança Climática, em Paris. Faça o download do documento completo em pdf
Esse pequeno vídeo é uma resposta ao vídeo que a FAO produziu para o 21 de Março. O vídeo da FAO propaga uma visão falsa de florestas como se elas fossem apenas um “depósito” de madeira e carbono. width="480" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen">
De 8 a 11 de dezembro, aconteceu a Cúpula dos Povos em oposição às falsas soluções sobre o clima da ONU, em Lima, Peru. Enquanto rejeita os processos de privatizar e financeirizar a natureza, a Cúpula exige “o reconhecimento da propriedade territorial das comunidades que tradicionalmente têm vivido em suas terras”. Além disso, rejeita firmemente “o controle externo dos territórios e os processos de negociação e implementação das falsas soluções ao clima”.
São quase dez anos de tentativas por parte de bancos, empresas, governos e ONGs para mostrar ao mundo que o REDD+ é um bom mecanismo para combater as mudanças climáticas. Buscando aprender, como WRM, sobre as políticas de REDD+ que já foram desenhadas e sobre os muitos projetos experimentais implantados, o que vemos é um mecanismo cada vez mais fracassado e com muitas contradições (veja mais informações sobre REDD+ na página do WRM).
REDD: Uma coleção de conflitos, contradições e mentiras apresenta resumos de relatos de 24 projetos ou programas de REDD com algo em comum: todos têm uma série de características estruturais que prejudicam os direitos dos povos da floresta ou não conseguem enfrentar o desmatamento.