Em uma entrevista para a série “A construção política da IA”, produzida pela organização turca bianet.org, Larry Lohmann, da The Corner House e membro do Comitê Consultivo do WRM, caracteriza a inteligência artificial (IA) como uma forma de “colonialismo de máquinas” marcada por um consumo de energia que cresce indefinidamente e pela apropriação brutal de água e mão de obra barata ou gratuita.
Outra informação
“A festa do porco: colonialismo nos nossos tempos” é um documentário que traça um vívido retrato de Papua e seus povos indígenas artificialmente separados pelo colonialismo e que sofrem com sua opressão até hoje. Destaca-se a resistência indígena contra os grandes empreendimentos destrutivos, principalmente o Projeto Estratégico Nacional Merauke, com 2,5 milhões de hectares, atualmente o maior esquema de desmatamento do mundo.
Convidamos os leitores a somarem esforços na campanha para impedir a expansão da fronteira petrolífera na Amazônia equatoriana. São 3 milhões de hectares da floresta amazônica que seriam entregues a empresas petroleiras, impactando inúmeros Povos Indígenas.
O Observatório da Transição Energética é uma plataforma de monitoramento dos impactos gerados por empreendimentos de suposta ‘energia limpa’ sobre territórios indígenas e quilombolas, unidades de conservação e assentamentos de reforma agrária no Brasil.
A GRAIN explica como o famigerado Artigo 6 do Acordo de Paris, da ONU, sobre mudanças climáticas está gerando uma corrida para que governos do Sul global estabeleçam esquemas de compensação de carbono.
Nesta publicação, a organização indonésia Walhi critica a classificação, pelo governo do país, das inundações e dos deslizamentos de terra que atingiram gravemente Aceh, o norte e o oeste de Sumatra em dezembro de 2025 como 'desastre natural'.
O artigo descreve a compensação de carbono sob a perspectiva do projeto de REDD Makira, no nordeste de Madagascar. O autor descreve como foi solicitado que as comunidades “participassem de um sistema que operava com prazos, mercados e abstrações jurídicas que iam muito além de sua experiência”.
O artigo “COP: 30 anos de desilusão” (“COP: 30 Years of Disillusionment”) se destaca entre as milhares de páginas escritas sobre a Conferência do Clima (COP) da ONU. O texto disseca o perigo mais profundo de um aparato da COP que impede os movimentos de imaginar e lutar por uma transformação sistêmica. “Nossa tarefa não é reformar a COP. Nossa tarefa é superá-la, é construir algo que não possa ser contido. Redirecionar nossos recursos das salas de convenções para as lutas concretas. Confiar não nas promessas dos políticos, mas no poder das pessoas”.
Um recente relatório sobre a transnacional Socfin, que pertence ao grupo francês Bolloré e à família de Hubert Fabri, de Luxemburgo, expõe a violência sexual, a expulsão de populações locais e a poluição enfrentada pelas comunidades que vivem em torno das suas plantações de seringueiras e dendezeiros. A Socfin é uma empresa do agronegócio que opera em 10 países do Sul Global e controla aproximadamente 380 mil hectares de terra, onde cultiva dendezeiros e seringueiras em escala industrial.
“Este manifesto é o nosso roteiro neste momento decisivo, o pulso da ação coletiva, uma exigência de transformação sistêmica profunda”. Assim, a Via Campesina faz o chamado para que suas reivindicações expostas no “Manifesto da Via Campesina para a COP30” sejam lidas e, mais do que isso, transformadas em ação conjunta pelos leitores. “Às vésperas da COP30, nós, mais de 200 milhões de camponeses e comunidades rurais, costeiras e urbanas organizadas na La Vía Campesina, declaramos que o tempo das falsas promessas e das soluções baseadas no mercado deve chegar ao fim”.
Uma equipe de comunicadores populares percorreu “mares, rios, selvas, vales, planícies e, claro, comunidades indígenas de cinco estados da República Mexicana” para reportar sobre os impactos de três megaprojetos no México: o Trem Maia, o Projeto Integral Morelos e o Corredor Interoceânico.
E se o Banco Mundial estiver usando a urgência da crise climática como desculpa para atender aos interesses financeiros e corporativos que alimentam essa crise? É exatamente isso que mostra o relatório "Climatewash: a nova ofensiva do Banco Mundial aos direitos à terra" ("Climatewash: The World Bank's Fresh Offensive on Land Rights"), lançado pelo Instituto Oakland este ano. O material analisa em profundidade o Programa Global sobre Segurança da Posse da Terra e Acesso à Terra para Metas Climáticas, lançado pelo Banco Mundial, em 2024.
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