Celebrada no dia 21 de setembro, o Dia Internacional de Luta contra as Monoculturas de Árvores foi criado para dar visibilidade às lutas de comunidades do Sul Global contra o avanço das plantações industriais como eucalipto, pinus, acácia, seringueira, além das monoculturas de dendê, entre outras.
Artigos de boletim
Encontro promove a troca de experiências entre mulheres de comunidades de Moçambique que resistem contra o avanço da empresa de celulose Portucel. Duas lideranças brasileiras que lutam há décadas contra a gigante do setor, Suzano, estiveram presentes. Em entrevista, elas nos contam as impressões dessa vivência.
A OPEDH conversou com pessoas de comunidades afetadas pelo projeto do Grupo ASC Impact e verificou graves violações. A coação e a ameaça a elas têm sido a regra para que o projeto seja implementado em uma área de mais de 102 mil hectares. Diante disso, o apelo urgente para a MIGA e a Canopy Trust: não financiem esse projeto!
A comunidade Puente Quemado II, do Povo Mbya Guarani, defende seu território contra madeireiros locais e a multinacional Arauco, uma das maiores empresas de celulose do mundo.
Um grupo do Povo Turiwara retomou uma de suas aldeias tradicionais com um único objetivo: lutar pela demarcação de seu território ancestral invadido pela empresa Agropalma, adquirida pelo Grupo Daabon.
Da região de Gorontalo a Merauke, o padrão utilizado pelos projetos de ‘transição energética’ é o mesmo: sacrifício de territórios e conflitos com comunidades. A chamada ‘energia verde’ se baseia em monoculturas que estão destruindo vastas áreas de floresta. Tudo isso apenas para beneficiar uma elite econômica que lucra com o discurso ‘climático’.
As monoculturas de eucalipto continuam avançando pelos territórios em várias partes do mundo, deixando um rastro de impactos e abusos. A apropriação ilegal de terras, os incêndios e a destruição do meio ambiente continuam sendo denunciados pelas comunidades que enfrentam essa indústria. Nesse contexto, o artigo recomendado é um grande sopro de esperança: a crônica de como a pequena comunidade de Veiga do Lila, em Valpaços, Portugal, se organizou e expulsou a empresa de celulose Soporcel em 1989.
Os Povos das florestas têm enfrentado a destruição de seus territórios feita em nome da ‘energia limpa’ e da ‘transição energética’. E, mais uma evidência de que ambas só existem no papel, também lutam contra a devastação causada pela produção da principal fonte de energia hoje: os combustíveis fósseis.
Um panorama da relação entre a extração de petróleo e gás, o desmatamento e os grandes derramamentos de petróleo ocorridos nas últimas décadas no Delta do Níger, uma das principais regiões produtoras de petróleo da África, na Nigéria. Esses impactos levaram comunidades da região a lutar contra gigantes do setor petrolífero, como a Shell.
O que se promove em nível global como ‘energia limpa’ está revelando a expansão das fronteiras da extração mineral, definidas por conflitos e tensões transfronteiriças. Nas bacias do Mekong e do Salween, a mineração está destruindo florestas e poluindo rios e bacias hidrográficas, principalmente em Mianmar, um dos maiores exportadores mundiais de ‘terras raras’.
Em um contexto de repressão, o governo do Equador corre contra o tempo para dar início à construção da maior usina hidrelétrica do país. Esse projeto pode devastar dezenas de comunidades do Povo Shuar, além de submergir uma vasta área de território ancestral em plena floresta amazônica equatoriana.
Décadas de produção industrial de energia destruíram imensas áreas de floresta no Sudeste Asiático. A onda da ‘transição energética’ está desencadeando uma grande quantidade de novas atividades que aumentam o desmatamento na região. Os programas de conservação florestal, por sua vez, atribuem a culpa por esse desmatamento às comunidades que dependem das florestas.
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