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A Reserva Natural Numto, da Rússia, no oeste da Sibéria, contém um lago sagrado, garças ameaçadas de extinção e zonas úmidas valiosas para os povos indígenas Nenet e Khanty. No ano passado, as fronteiras da reserva natural foram redesenhadas pelo governo regional para dar lugar a novas operações de perfuração da empresa petrolífera russa Surgutneftegas, forçando a saída dos grupos indígenas.
Uma entrevista com a professora da Universidade de Gana, Dzodzi Tsikata, deixa claro que “qualquer pessoa que se declare feminista não pode deixar de reconhecer a conexão entre os direitos das mulheres e o direito à terra”. Por isso, ela acrescenta que “os direitos das mulheres afetam muitas esferas interligadas que não podem ser separadas. Se o foco estiver em apenas um aspecto e o resto for ignorado, os direitos das mulheres não se realizam”.
O poder comercial da indústria de óleo de dendê (óleo de palma) na Indonésia está interligado a políticos e autoridades governamentais no mais alto nível, o que leva à apropriação violenta da terra de comunidades camponesas e tradicionais. Este artigo, parte da série “Indonésia à venda”, conta a história do dinheiro, da política e do poder em Seruyan, Bornéu, Indonésia, uma das principais áreas visadas pela indústria de óleo de dendê no país.
A atual onda de assassinatos visando diretamente ativistas ambientais e feministas requer uma reflexão que inclua uma perspectiva de gênero. Muitos projetos comunitários baseados no modelo cooperativo de autogestão estão sendo liderados por mulheres – mulheres que são conscientes de si mesmas e querem ser livres da exploração, seja trabalhista, material, cultural ou patriarcal –, e que não compreendem sua libertação se suas irmãs também não forem libertadas.
Este novo relatório, publicado pelas ONGs Re:Common and Counter Balance, expõe a lógica absurda por trás das compensações de biodiversidade e explica como ela é implantada por empresas privadas – com o apoio dos governos e a legitimação de algumas organizações de conservação e acadêmicos – para fazer a lavagem verde em sua reputação e continuar operando como sempre fizeram. Acesse o relatório, em inglês, aqui.
No dia 21 de setembro, organizações e indivíduos do mundo todo dão visibilidade às inúmeras lutas contra a expansão das grandes plantações de monoculturas de árvores. Eucalipto, pínus, acácia, seringueira, teca, dendezeiro e outros tipos de plantações industriais causam impactos desastrosos. A data também enfatiza os impactos prejudiciais desse modelo de produção monocultor.
Em 2004, a Rede Alerta contra o Deserto Verde –que realiza campanhas no Brasil contra a expansão das plantações de árvores- teve a idéia de estabelecer o dia 21 de setembro (Dia da Árvore no Brasil) como o Dia Internacional contra as monoculturas de árvores. A idéia foi apoiada por organizações no mundo inteiro que desde então levam a cabo uma série de atividades especiais nessa data.
Uma equipe internacional de pesquisadores publicou um estudo na revista Ecology and Evolution que destaca os complexos impactos da introdução de uma espécie exótica. Desta vez, demonstrou-se que o eucalipto tem efeitos letais e subletais sobre larvas de insetos aquáticos, o que afetaria diferentes organismos que habitam os ecossistemas fluviais com plantações dessa espécie em suas margens.