Outra informação

O canal de TV europeu ARTE transmitiu um documentário sobre o FSC intitulado: “A exploração de florestas primárias: será que um selo ecológico pode parar a indústria florestal?” Jornalistas viajaram a vários países para investigar como funciona na prática a certificação do FSC e se ela protege as florestas e os direitos dos povos indígenas e comunidades locais que vivem dentro e perto dessas florestas.
Um relatório recente da Amigos da Terra Internacional destaca como regulamentações clássicas e rigorosas estão sendo trocadas por esquemas de compensação muito mais brandos. Setores específicos, como as indústrias globais de alimentos, agricultura e aviação, usam esses esquemas para manter sua licença social e continuar suas atividades destrutivas, afastando a ameaça de regulamentação. O relatório explora e desvenda os mitos por trás da compensação da biodiversidade: o que ela significa e como permite a destruição da natureza e prejudica a proteção ambiental.
O Chile seria o anfitrião da Cúpula do Clima da ONU. Mas, diante de uma forte revolta popular contra o modelo econômico neoliberal, o país cancelou o encontro, que foi transferido para a Espanha, mas manteve a Presidência da COP.
CUIDANDERAS é uma minissérie do Fundo de Ação Urgente para a América Latina e o Caribe (FAU-AL), e apresenta histórias de defensoras latino-americanas comprometidas com cuidar de seus territórios, curar seus corpos e enfrentar modelos extrativistas e racistas. Um vídeo mostra como as mulheres waorani – da província de Orellana, no Equador – vêm lutando para proteger seu território na Amazônia e preservar sua cultura indígena.
Dirigido por Dandhy Dwi Laksono e Ucok Suparta, “Sexy Killers” é um documentário indonésio de 2019 que retrata a indústria da mineração de carvão e suas relações com o establishment político da Indonésia. O documentário também mostra como mineradoras, apoiadas por governos locais e nacionais, geralmente tomam as terras das pessoas e destroem as florestas em busca de mais carvão.
Publicada pela Market Forces e 350.org e copublicado por Bangladesh Poribesh Andolan (BAPA), Transparency International Bangladesh (TIB) e Waterkeepers Bangladesh, um novo documento denuncia as finanças lideradas por estrangeiros como força motriz dos planos de 29 centrais elétricas a carvão, uma ex
Desde 1979, ocorreram mais de 100 vazamentos de petróleo ao longo do oleoduto no norte do Peru – uma megaobra que se estende por longuíssimos 1.106 km da Amazônia até a costa peruana e cuja operação e propriedade são da estatal Petroperu. A grande maioria dos vazamentos ocorreu depois de 2008 em Loreto, onde vivem 27 povos indígenas diferentes, incluindo grupos em isolamento voluntário.
Quatro anos após o rompimento da barragem de rejeitos da Samarco, em Mariana, entidades e movimentos ingressaram com uma ação perante a Comissão e Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Esta publicação recente da War on Want e da London Mining Network destaca a necessidade imediata de uma saída rápida e completa dos combustíveis fósseis. Mas essa transição, argumentam, não terá êxito nem trará justiça ou bem-estar ecológico se for baseada em crescimento econômico sem fim entre os mais ricos do mundo e desigualdade persistente em todo o mundo. O dano causado pela escala de extração de materiais projetada para atender à demanda de crescimento seria prejudicial aos objetivos da transição.
O Centro de Acompanhamento de Povos Pigmeus e Minorias Vulneráveis (CAMV, na sigla em francês) alerta sobre a situação preocupante e desastrosa no Parque Nacional Kahuzi Biega, na República Democrática do Congo. Já houve incidentes violentos em abril e julho de 2019, com pessoas feridas gravemente e mortas. E em 1º de agosto de 2019, um pigmeu e um “eco-guarda” foram mortos como resultado de outra briga em um território ocupado pelos pigmeus dentro do parque.
No final de julho de 2019, a UPM confirmou que instalará uma segunda fábrica de celulose no Uruguai. Esse megaprojeto produzirá até 2,33 milhões de toneladas de celulose por ano, o que acarretará importantes danos ambientais, sociais e culturais. O projeto não tem licença social. Várias organizações sociais, grupos de cidadãos locais e interessados expressaram suas preocupações com as maneiras em que o megaprojeto afetará suas vidas, e suas preocupações não foram abordadas adequadamente pelo processo de consulta pública.